MANAUS – A tradicional (e ilegal) rinha de galo, aquela “diversão” medieval que insiste em sobreviver, foi encerrada na marra pelo Batalhão de Policiamento Ambiental, da Polícia Militar do Amazonas, no bairro Puraquequara, em Manaus, neste fim de semana.
O resultado da “brincadeira”: 30 pessoas presas e 40 galos encontrados machucados, sangrando e submetidos a maus-tratos, tudo para satisfazer a plateia que ainda acha normal apostar dinheiro vendo animal se matar.
Como se não bastasse, no mesmo local os policiais ainda encontraram jabutis, porque aparentemente o pacote de ilegalidades vinha completo. Todos os animais foram recolhidos e encaminhados, junto com os envolvidos, ao 14º Distrito Integrado de Polícia.
Após o fim do “espetáculo”, os galos e os jabutis foram enviados a órgãos ambientais, onde receberão cuidados. Já os frequentadores do evento — que agora trocam o ringue pelo banco da delegacia — serão indiciados por maus-tratos aos animais.

Os nomes dos responsáveis não foram divulgados, mas a ficha criminal deve ganhar um novo capítulo. Fica o aviso: crueldade não é cultura, é crime — e, desta vez, a festa acabou mais cedo