POLÍTICA (AM) – Em entrevista ao programa Direto ao Fato, da Revista Exato, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a omissão do Congresso frente aos “abusos” cometidos por ministros da Corte, em especial Alexandre de Moraes. Segundo Plínio, as recentes sanções do governo dos Estados Unidos, impostas durante a gestão de Donald Trump, podem ser o gatilho para que o Congresso finalmente reaja.
“É vergonhoso um ministro do STF não poder entrar em outro país. Se tivéssemos aprovado o impeachment de Alexandre de Moraes lá atrás, nada disso estaria acontecendo. Agora estamos pisando em solo minado e, se essas bombas explodirem, quem paga o pato é o povo”, alertou o senador.
Plínio afirmou que Moraes “não é intocável” fora do Brasil e que o Senado tem sido omisso e desmoralizado, sem exercer o seu papel constitucional de contrapeso frente ao Judiciário. Como exemplo, o senador citou a decisão de Moraes que, “sem qualquer amparo legal”, teria autorizado o aumento do IOF, medida já rejeitada por ampla maioria no Congresso.
“O Senado não faz nada. O IOF, as emendas, a anistia — tudo isso é competência do Congresso. Mas o Moraes não deixa. Esse é o momento de o Parlamento dizer: ‘Deixa com a gente’. É hora de dar uma freada nesse caminhão”, disse Plínio.
Críticas ao Governo Lula e à atuação internacional
Durante a entrevista comandada pelas jornalistas Déborah Sena e Camila Abdo, Plínio também atacou a postura do presidente Lula diante das sanções internacionais e a contradição entre seu discurso nacionalista e suas atitudes fora do país.
“É doloroso ver Lula falar de soberania nacional contra as sanções, e ao mesmo tempo ir até a Argentina levantar cartaz contra a condenação da Cristina Kirchner por corrupção. Isso é hipocrisia”, criticou.
Ele também ironizou o uso dos BRICS, atualmente presidido por Dilma Rousseff, como plataforma de Lula para defender o fim da dolarização:
“Lula inventou essa história de acabar com o dólar. O que parece é que Rússia e China usam o Lula como bobo para falar essas besteiras.”
ONGs e Amazônia
Plínio aproveitou ainda para questionar o papel de ONGs internacionais na Amazônia, classificando-as como formas de intervenção externa no território nacional.
“Se estivéssemos vivendo um pleno estado de direito, eu estaria nas ruas contra Trump. Mas não estamos. E as ONGs que mandam na Amazônia? Isso não é intervenção internacional? É vergonhoso, mas talvez necessário. Quem sabe não saia alguma coisa boa daí”, ponderou.
Por fim, Plínio reforçou que ainda há tempo para o Congresso reagir e recuperar sua prerrogativa em temas como anistia, tributos e emendas, mas advertiu que o cenário é instável e perigoso.
“Estamos em um verdadeiro campo minado. Qualquer passo em falso, e as minas vão estourar nas costas dos brasileiros.”
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