Senador Plínio Valério repudia queima de balsas em Manicoré e defende famílias afetadas

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) manifestou, nesta segunda-feira (15), sua solidariedade às famílias atingidas pela queima das balsas de extrativistas minerais familiares, ocorrida recentemente no Porto da Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, em Manicoré (AM). O episódio, que interrompeu uma data religiosa tradicional do município, foi repudiado pela Prefeitura e pela Câmara de Vereadores locais, gerando indignação na comunidade.

Para o parlamentar, a ação que resultou na destruição das embarcações configura não apenas um ataque ao patrimônio das famílias, mas também um risco à segurança da população. “É inadmissível que, em nome de uma operação, se cometam atos que tragam dor e desespero a quem já enfrenta tantas dificuldades para sobreviver na região. Tudo isso para gerar imagens midiáticas, muitas vezes sem considerar os impactos sociais locais”, declarou Plínio Valério.

O senador é autor do Projeto de Lei nº 2953/2025, que prevê a proibição da destruição de máquinas, balsas e equipamentos apreendidos em ações ambientais. De acordo com a proposta, esses bens devem ser destinados a órgãos públicos, entidades assistenciais ou convertidos em benefícios sociais, em vez de serem queimados ou explodidos, garantindo assim maior transparência e respeito à propriedade privada.

“Esse projeto nasceu justamente para evitar situações como a que vimos em Manicoré”, destacou o parlamentar, lembrando que a legislação vigente ainda permite práticas que geram prejuízos irreparáveis a famílias que dependem da atividade extrativista para sobreviver.

Plínio Valério reforçou ainda que o Estado deve agir com responsabilidade, respeitando a dignidade e os direitos das populações amazônicas. “As pessoas não podem ser tratadas como criminosas simplesmente por tentarem sustentar suas famílias. É preciso conciliar fiscalização ambiental com justiça social”, acrescentou.

O senador concluiu afirmando que seguirá cobrando providências das autoridades estaduais e federais para que episódios como o de Manicoré não voltem a se repetir. “Manicoré é exemplo da força da fé e do trabalho do povo do Amazonas. O que aconteceu é injustificável. É hora de garantir justiça, segurança e respeito à nossa gente”, finalizou.

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