Manaus – Um homem identificado como Bruno Santos, conhecido pelo apelido de “Loirinho”, foi capturado por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) na noite deste sábado (10), na capital amazonense. Em um vídeo que passou a circular nas redes sociais, o homem aparece sob coação confessando ter estuprado e assassinado a jovem Juliana da Silva Teixeira, de 22 anos.
As investigações informais começaram após a divulgação de imagens que mostram a vítima acompanhada de um homem pouco antes do crime. A partir disso, pessoas que afirmavam conhecer o suspeito passaram a citá-lo nas redes sociais, apontando-o como o possível autor do homicídio. No vocabulário utilizado por facções criminosas, o crime teria sido classificado como “Jack”, termo usado internamente para designar crimes de estupro seguidos de morte.
Após a repercussão, Bruno Santos foi localizado e capturado por membros do Comando Vermelho. Ainda de acordo com os vídeos divulgados, ele aparece com os braços amarrados, visivelmente ferido, e teria sido torturado horas antes, ainda durante a tarde de sábado. Em seguida, após a gravação da suposta confissão, o homem foi executado com diversos disparos de arma de fogo, à margem de uma via pública.

O crime contra Juliana ocorreu no Conjunto Manoa, na zona norte de Manaus, e gerou forte comoção social. O caso provocou revolta entre moradores da cidade, que passaram a cobrar respostas das autoridades de segurança pública.
A situação chamou atenção pelo fato de parte da população, indignada com a brutalidade do crime, também ter direcionado pedidos de “justiça” à própria facção criminosa — um reflexo da descrença no sistema de segurança.

Até o momento, as autoridades policiais não se manifestaram oficialmente sobre as circunstâncias da morte do suspeito nem sobre o andamento das investigações relacionadas ao assassinato de Juliana.
A Polícia Civil deve apurar tanto o crime contra a jovem quanto a execução do suspeito, que configura homicídio.