Imagens mostram Alana Arruda sendo agredida por vigilante dias antes de ser morta a tiro
Manaus – Circula nas redes sociais um novo vídeo que mostra Alana Arruda Pereira, de 25 anos, sendo agredida com um tapa no rosto pelo vigilante Emerson Vasconcelos de Araújo. A jovem foi assassinada a tiros na manhã desta quarta-feira (28), no bairro Betânia, zona sul de Manaus.
As imagens foram gravadas em uma banca de churrasco de rua, onde ocorre uma discussão entre os dois. No vídeo, Emerson aparece visivelmente exaltado, derruba a churrasqueira no chão, na frente de clientes e populares, e em seguida parte para agressão física contra Alana, atingindo o rosto da jovem com um tapa.
O vídeo reforça informações de que os dois já mantinham um histórico de desentendimentos, o que pode ter ligação direta com o crime ocorrido nesta quarta-feira. Testemunhas relataram que as brigas eram frequentes e marcadas por ameaças, discussões públicas e episódios de violência.
Alana foi morta com disparos de arma de fogo em circunstâncias que ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil do Amazonas. O crime aconteceu em via pública, causando pânico entre moradores e comerciantes da região.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu o caso e trabalha com diferentes linhas de investigação, incluindo execução premeditada, acerto de contas e crime passional.
Segundo informações iniciais apuradas por investigadores, há indícios de que Alana teria ligação com uma facção criminosa, o que também está sendo considerado como possível motivação para o homicídio. A informação ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades.
Alana deixou uma filha de apenas 4 anos, o que gerou comoção nas redes sociais e entre moradores da comunidade. O vídeo da agressão, que voltou a circular após o crime, intensificou a revolta popular e levantou debates sobre violência contra a mulher, impunidade e escalada da criminalidade na capital amazonense.
A polícia segue coletando depoimentos, analisando imagens de câmeras de segurança e cruzando informações para identificar a autoria e a motivação do crime. Até o momento, nenhuma prisão foi confirmada.