Manaus – Em entrevista à imprensa na manhã desta quinta-feira (29), em frente à sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Diego Mendes apresentou a versão da família sobre o envolvimento de seu irmão, o vigilante Emerson Mendes, no homicídio ocorrido no bairro Betânia, Zona Sul de Manaus, que vitimou Alana Arruda Pereira, de 25 anos.
Segundo Diego, Emerson vinha sendo alvo de ameaças constantes por parte de Alana, que, de acordo com o relato, se tornava agressiva principalmente quando consumia bebida alcoólica.
“Ela ameaçava meu irmão o tempo todo. Quando bebia, se transtornava e sempre dizia que ia matar ele”, afirmou.
O familiar também negou veementemente a versão que circulou nas redes sociais de que Emerson teria mexido com a filha criança da vítima, informação que teria motivado a briga entre os dois.
“Isso não é verdade. Nunca houve esse tipo de situação. Essa confusão aconteceu em um único dia, não foi algo que vinha acontecendo há vários dias. A partir desse dia é que começaram as ameaças”, declarou.
De acordo com Diego, após o desentendimento, Alana passou a intimidar Emerson com frases como “fica ligado” e “isso não vai ficar assim”, além de supostamente ter enviado homens armados até a residência dele como forma de intimidação.
“O ex-namorado dela foi morto no mês passado e era ligado a uma facção criminosa. Homens armados chegaram a ir na casa do meu irmão. A gente ficou com muito medo, porque isso não era uma ameaça qualquer, era algo sério”, disse.
Ainda conforme o relato, Emerson passou a evitar circular por determinadas áreas do bairro com receio de novos confrontos. Na residência da família funciona uma casa de reforço escolar, onde a esposa de Emerson dá aulas e recebe diversas crianças, o que aumentava a preocupação com a segurança.
“Ele não era uma pessoa envolvida em confusão. Trabalhava, tinha família, sempre teve boa convivência com os vizinhos. Morava há anos na Betânia e nunca teve problema com ninguém. Todo mundo conhecia o Emerson ali. De repente, essa situação aconteceu”, afirmou o irmão.
Na saída da DEHS, Emerson Mendes falou rapidamente com a imprensa e alegou que agiu em legítima defesa, sustentando que vinha sendo ameaçado pela vizinha e que ela dizia que só iria “se aquietar” quando o matasse.
Em nota, a Polícia Civil do Amazonas informou que o inquérito policial segue em andamento e que todas as versões serão apuradas de forma técnica, com base em depoimentos, imagens, perícias e demais provas, para esclarecer a dinâmica dos fatos e as responsabilidades no crime.