Amazonas – Um vídeo perturbador, no qual Miqueias aparece confessando friamente o assassinato da jovem Gleiciane Rio dos Santos, de apenas 20 anos, causou revolta, espalhou medo e teria sido o estopim para a execução brutal do próprio suspeito, registrada nesta terça-feira (3), em Manacapuru. A forma como ele morreu ainda é um mistério.
Na gravação que viralizou nas redes sociais, Miqueias detalha o crime em tom chocante. Segundo a confissão feita no vídeo, ele e Gleiciane teriam saído juntos para buscar drogas. No meio do caminho, ainda de acordo com o relato, os dois passaram a praticar sexo oral.
O clima muda quando, conforme o próprio assassino diz, a jovem decide interromper o ato. Miqueias afirma que, nesse momento, Gleiciane teria puxado uma faca e tentado golpeá-lo. Em seguida, ele diz que reagiu pegando um pedaço de madeira, passando a espancá-la de forma violenta.
Ainda na confissão, o homem relata que furou a vítima diversas vezes, afirmando que só parou quando ela já estava morta. Todo esse relato faz parte exclusivamente da confissão de Miqueias no vídeo e não foi confirmado oficialmente pelas autoridades.
O corpo de Gleiciane foi encontrado na última segunda-feira (2), na comunidade Repartimento do Tuié, conhecida como Malvinas. A jovem estava desaparecida desde o sábado (31). O cenário encontrado chocou moradores da região.
O laudo do Instituto Médico Legal confirmou a violência extrema: Gleiciane morreu após sofrer esgorjamento, com uma grave lesão no pescoço, além de múltiplos ferimentos provocados por arma branca. O corpo apresentava sinais de brutalidade.
Após a divulgação do vídeo, Miqueias foi encontrado morto, com o corpo completamente arrebentado, levantando suspeitas de espancamento e execução. A ligação entre a confissão e a morte dele é uma das principais linhas de investigação.
A Polícia Civil do Amazonas apura o crime que tirou a vida de Gleiciane, a autenticidade da confissão em vídeo e também as circunstâncias da morte de Miqueias, que ocorreu antes mesmo de qualquer interrogatório formal.