Manaus – Um vídeo que circula nas redes sociais neste domingo (19) mostra os momentos de tensão de uma perseguição policial que terminou com a morte de um jovem de 19 anos durante a madrugada, na Rua 6, no bairro Alvorada I, zona Centro-Oeste de Manaus. A vítima foi identificada como Carlos André Uchoa.
As imagens, gravadas por pessoas que estavam em um bar nas proximidades, mostram o desespero após o jovem cair na via. A gravação se espalhou rapidamente e passou a gerar questionamentos sobre as circunstâncias da ocorrência e a conduta policial durante a abordagem.
De acordo com testemunhas, Carlos André conduzia uma motocicleta sem placa quando passou a ser seguido por uma viatura da Polícia Militar. Ainda segundo relatos, ao perceber a aproximação dos policiais, o jovem teria acelerado para evitar a abordagem, iniciando uma perseguição por ruas do bairro.
Testemunhas afirmam que, durante a fuga, foi possível ouvir disparos de arma de fogo. Pouco depois, o jovem caiu da motocicleta e ficou gravemente ferido no meio da rua. Moradores relataram que o clima foi de revolta e tensão, com pessoas se aproximando para tentar entender o que havia ocorrido.
Inicialmente, o policial militar envolvido na ocorrência, identificado como sargento Belmiro, informou que a morte teria ocorrido após uma colisão entre a viatura e a motocicleta durante a perseguição. No entanto, a versão começou a ser questionada após a perícia constatar uma perfuração no tórax da vítima compatível com disparo de arma de fogo.
Diante da constatação pericial, o policial confirmou que efetuou disparos, alegando que agiu após o jovem desobedecer à ordem de parada. Ainda não foi informado quantos tiros foram disparados nem a distância em que o jovem foi atingido.
A morte do jovem gerou comoção entre familiares e moradores da região, que pedem esclarecimentos e cobram investigação rigorosa. Muitos questionam se houve excesso por parte da abordagem policial e se outros procedimentos poderiam ter sido adotados.
O caso foi registrado e encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que ficará responsável pela investigação. A arma utilizada deve passar por perícia e os policiais envolvidos devem prestar depoimento.
Até o momento, a Polícia Militar do Amazonas não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. Enquanto isso, o vídeo continua circulando nas redes sociais e aumentando a pressão por respostas sobre o que realmente aconteceu naquela madrugada.