Senador Plínio Valério acusa irregularidades em demarcação da Funai e ICMBio que ameaça Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro; veja vídeos

POLITICA – O senador Plínio Valério afirmou que os protestos realizados por indígenas Yanomami, ribeirinhos e moradores de Barcelos, no interior do Amazonas, tendem a aumentar nos próximos dias caso a Justiça Federal não julgue a ação popular apresentada por ele pedindo a anulação da nova demarcação da Terra Indígena Aracá-Padauiri. Segundo o parlamentar, a medida poderá retirar cerca de 80% do território de Barcelos, considerado um dos principais cartões-postais turísticos da Amazônia.

A manifestação ganhou força nesta semana, quando centenas de pessoas ocuparam as ruas do município em protesto contra o processo conduzido pela Funai e pelo ICMBio. Faixas e cartazes criticando a atuação de organizações internacionais e cobrando mais transparência no processo de demarcação chamaram atenção durante o ato. Em uma das principais faixas erguidas pelos manifestantes, estava escrito: “ONGs inimigas do progresso. Barcelos diz não aos interesses internacionais”.

De acordo com Plínio, a ação judicial apresentada questiona a legalidade dos estudos técnicos utilizados para justificar a ampliação territorial e aponta possíveis irregularidades na condução do processo. O senador afirma que prefeitos, vereadores, lideranças locais e até comunidades indígenas alegam não terem sido devidamente consultados antes do avanço da proposta.

A área em discussão fica entre os municípios de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro e pode impactar diretamente o planejamento urbano, econômico e turístico da região. Moradores temem prejuízos à pesca esportiva, ao turismo ecológico, ao comércio e à circulação de famílias ribeirinhas que dependem dos rios da região para sobreviver.

Plínio também declarou que muitos indígenas não querem novas ampliações territoriais, mas sim investimentos em saúde, educação, infraestrutura e geração de renda.

O povo precisa ser ouvido. Essas decisões são tomadas de cima para baixo, sem escutar quem vive na região. O protesto já é grande e pode crescer ainda mais se essa demarcação avançar. Muitos indígenas querem dignidade, políticas públicas e liberdade para trabalhar nas terras que já possuem, afirmou o senador.

A ação popular apresentada pelo parlamentar pede a suspensão imediata do processo de homologação da Terra Indígena Aracá-Padauiri até que sejam analisadas supostas irregularidades apontadas nos estudos da Funai e garantida a participação dos municípios e das comunidades afetadas.

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