AMAZONAS – A ex-Rainha do Guaraná, Suevelyn Dias, denunciou ter sido brutalmente agredida pelo ex-companheiro, Eike Vasconcelos da Paz, na madrugada da última quarta-feira (17), no município de Maués, a 267 quilômetros de Manaus. Segundo a vítima, a violência foi motivada por uma crise de ciúmes e resultou em diversos ferimentos pelo corpo, além da perda de dois dentes.
O caso ganhou repercussão após Suevelyn relatar o episódio nas redes sociais, onde exibiu as lesões sofridas e cobrou providências das autoridades. De acordo com a denúncia, ela e o então companheiro trabalhavam juntos em um serviço de delivery de lanches e estavam na residência dele preparando encomendas quando a situação saiu do controle.
Segundo o relato da vítima, Eike afirmou que havia deixado o celular gravando dentro da casa enquanto ela permanecia sozinha no local. Ao retornar, passou a acusá-la de esconder outro homem na residência. Mesmo negando repetidamente as acusações, Suevelyn afirma que o ex-companheiro ficou agressivo e iniciou as agressões físicas.

“Na madrugada do dia 17, ele teve um surto. Eu estava me recuperando recentemente de uma cirurgia na boca. Ele dizia que havia um homem dentro da casa e exigia que eu confessasse algo que nunca aconteceu. Eu dizia que não tinha ninguém, mas ele não acreditava”, relatou.
A situação foi ainda mais grave porque a vítima havia passado recentemente por um procedimento odontológico de extração e implantação dentária. Durante as agressões, ela sofreu socos, tapas e arranhões. Um dos golpes atingiu diretamente o rosto, causando a quebra de dentes recém-implantados. Suevelyn também relatou lesões nos olhos e na orelha.

“Meu olho direito ficou com um coágulo de sangue por causa da pancada, o esquerdo ficou completamente roxo e minha orelha quase estourou. Perdi dois dentes e precisei refazer procedimentos odontológicos”, afirmou.
Após o episódio, a ex-Rainha do Guaraná procurou a polícia, registrou um boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito para comprovar as agressões. A Justiça concedeu uma medida protetiva de urgência, determinando que Eike mantenha distância mínima de 100 metros da vítima e não estabeleça qualquer tipo de contato.

O suspeito chegou a ser preso após a denúncia, mas foi colocado em liberdade durante audiência de custódia, decisão que causou indignação em Suevelyn. A vítima afirma temer por sua segurança e questiona a soltura do ex-companheiro.
“Ele apareceu com uma advogada e foi solto. Até agora não aconteceu nada com ele. Eu estou com a cara quebrada e tentando me recuperar de tudo isso”, desabafou.


O caso segue sendo investigado pelas autoridades. Se confirmadas as acusações, o suspeito poderá responder por crimes relacionados à violência doméstica e lesão corporal, conforme previsto na Lei Maria da Penha.