Uma operação de grande porte realizada na capital amazonense e em outros estados do país, como São Paulo, Maranhão e Piauí, revelou o funcionamento de um sofisticado esquema criminoso com ramificações interestaduais e possível infiltração em setores estratégicos da administração pública.
A ação foi autorizada pela Justiça, que expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão, além de determinar a quebra de sigilo bancário dos investigados, sequestro de bens e bloqueio de contas utilizadas pelo grupo.
Em Manaus, a operação ocorre de forma simultânea com as demais unidades da federação e tem como alvo integrantes de uma facção criminosa que, segundo a polícia, movimenta cerca de R$ 9 milhões por ano. O dinheiro, oriundo do tráfico de drogas, era utilizado para a compra de entorpecentes vindos da Colômbia.
Ainda de acordo com as investigações, os valores arrecadados junto a traficantes eram posteriormente lavados por meio de uma empresa de logística, responsável por dar aparência lícita aos recursos ilícitos. Após a aquisição no país vizinho, a droga era enviada para distribuidores em outros estados brasileiros, com ramificações também no Amazonas.
Entre os presos está Anabela Cardoso Freitas, que atualmente integra a Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus. Conforme apurado, ela ocupou até 2023 o cargo de chefe de gabinete pessoal do prefeito David Almeida, além de ter atuado na campanha política do gestor desde 2017, quando ele ainda era deputado estadual.
Os mandados seguem sendo cumpridos em todo o país, e as autoridades não descartam novas prisões ao longo da operação, que busca desarticular financeiramente a organização criminosa e interromper o fluxo internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
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