Na correspondência, Trump não apenas formalizou as sanções, mas também criticou duramente o Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a Corte brasileira de censura contra plataformas digitais americanas, além de expressar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, está sendo alvo de uma “caça às bruxas”.
Para Capitão Alberto Neto, a decisão do governo americano é uma consequência direta da política externa que ele classificou como “irresponsável, ideológica e antiocidental” do governo Lula. Segundo o parlamentar amazonense, o Palácio do Planalto vem promovendo um afastamento dos Estados Unidos e de outras nações ocidentais, ao mesmo tempo em que se aproxima de governos autoritários da América Latina, como Venezuela, Cuba e Nicarágua.
“O Brasil está pagando caro por essa diplomacia ideológica do PT, que prefere atacar aliados históricos, flertar com regimes ditatoriais e perseguir adversários internos. A economia sofre, os empregos estão ameaçados, e o país perde credibilidade internacional”, afirmou Alberto Neto em discurso na Câmara dos Deputados.
Reações e críticas à postura de Lula
Durante a última cúpula do BRICS, realizada no último fim de semana, Lula teria, segundo o deputado, “peitado” Trump ao fazer declarações consideradas provocativas, além de reforçar alianças com líderes criticados por corrupção e autoritarismo na região. “Lula preferiu dar palco a ditadores e hostilizar um dos nossos principais parceiros comerciais”, destacou.
Outro ponto de tensão abordado por Alberto Neto foi a aproximação do governo brasileiro com grupos extremistas, como o Hamas, o que segundo ele “arranha a imagem internacional do Brasil e abre margem para represálias diplomáticas e comerciais”.
Em sua carta, Trump classificou como “vergonhosa” a forma como Jair Bolsonaro vem sendo tratado pela Justiça brasileira e exigiu que o processo contra o ex-presidente seja encerrado. “Ele foi um presidente legitimamente eleito, e o mundo inteiro sabe disso”, teria escrito o líder americano.
A tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras entra em vigor no dia 1º de agosto e, de acordo com Trump, só poderá ser revista se o Brasil flexibilizar seu mercado ou permitir que empresas brasileiras transfiram parte de suas produções para os Estados Unidos.
Requerimento ao Itamaraty
Em resposta à crise, Capitão Alberto Neto protocolou um requerimento de informações no Ministério das Relações Exteriores na última terça-feira (8), solicitando explicações formais sobre a postura do governo federal diante do episódio.
O parlamentar questiona se houve qualquer consulta prévia entre o Planalto e o Itamaraty antes das declarações recentes de Lula sobre Trump. Durante uma entrevista coletiva, Lula disse: “Que ele dê palpite na vida dele e não na nossa”, ao rebater o apoio de Trump a Bolsonaro.
Para Alberto Neto, a fala foi um “erro diplomático grave” que compromete a relação bilateral com os Estados Unidos e pode gerar sérios impactos econômicos para o Brasil. “A frase é incompatível com a liturgia do cargo e fere protocolos internacionais. É um vexame para o país”, disse o deputado.
No requerimento, o parlamentar solicita ainda que o Itamaraty detalhe quais danos diplomáticos estão previstos e que medidas serão adotadas para tentar reverter o desgaste causado pelas declarações do presidente.
Alberto Neto finalizou sua fala comparando as posturas de Lula e Trump. “Enquanto o presidente americano respeita nossa soberania ao se posicionar contra perseguições internas, Lula age com arrogância e transforma a diplomacia brasileira num palanque ideológico, colocando em risco empregos, investimentos e a estabilidade internacional do Brasil”, concluiu.
Brasília (DF) – O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) responsabilizou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, após o anúncio da imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para o país norte-americano. A medida foi confirmada nesta quarta-feira (9/7) pelo presidente americano Donald Trump, que oficializou a decisão por meio de uma carta enviada ao Palácio do Planalto.
Na correspondência, Trump não apenas formalizou as sanções, mas também criticou duramente o Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a Corte brasileira de censura contra plataformas digitais americanas, além de expressar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, está sendo alvo de uma “caça às bruxas”.
Para Capitão Alberto Neto, a decisão do governo americano é uma consequência direta da política externa que ele classificou como “irresponsável, ideológica e antiocidental” do governo Lula. Segundo o parlamentar amazonense, o Palácio do Planalto vem promovendo um afastamento dos Estados Unidos e de outras nações ocidentais, ao mesmo tempo em que se aproxima de governos autoritários da América Latina, como Venezuela, Cuba e Nicarágua.
“O Brasil está pagando caro por essa diplomacia ideológica do PT, que prefere atacar aliados históricos, flertar com regimes ditatoriais e perseguir adversários internos. A economia sofre, os empregos estão ameaçados, e o país perde credibilidade internacional”, afirmou Alberto Neto em discurso na Câmara dos Deputados.
Reações e críticas à postura de Lula
Durante a última cúpula do BRICS, realizada no último fim de semana, Lula teria, segundo o deputado, “peitado” Trump ao fazer declarações consideradas provocativas, além de reforçar alianças com líderes criticados por corrupção e autoritarismo na região. “Lula preferiu dar palco a ditadores e hostilizar um dos nossos principais parceiros comerciais”, destacou.
Outro ponto de tensão abordado por Alberto Neto foi a aproximação do governo brasileiro com grupos extremistas, como o Hamas, o que segundo ele “arranha a imagem internacional do Brasil e abre margem para represálias diplomáticas e comerciais”.
Em sua carta, Trump classificou como “vergonhosa” a forma como Jair Bolsonaro vem sendo tratado pela Justiça brasileira e exigiu que o processo contra o ex-presidente seja encerrado. “Ele foi um presidente legitimamente eleito, e o mundo inteiro sabe disso”, teria escrito o líder americano.
A tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras entra em vigor no dia 1º de agosto e, de acordo com Trump, só poderá ser revista se o Brasil flexibilizar seu mercado ou permitir que empresas brasileiras transfiram parte de suas produções para os Estados Unidos.
Requerimento ao Itamaraty
Em resposta à crise, Capitão Alberto Neto protocolou um requerimento de informações no Ministério das Relações Exteriores na última terça-feira (8), solicitando explicações formais sobre a postura do governo federal diante do episódio.
O parlamentar questiona se houve qualquer consulta prévia entre o Planalto e o Itamaraty antes das declarações recentes de Lula sobre Trump. Durante uma entrevista coletiva, Lula disse: “Que ele dê palpite na vida dele e não na nossa”, ao rebater o apoio de Trump a Bolsonaro.
Para Alberto Neto, a fala foi um “erro diplomático grave” que compromete a relação bilateral com os Estados Unidos e pode gerar sérios impactos econômicos para o Brasil. “A frase é incompatível com a liturgia do cargo e fere protocolos internacionais. É um vexame para o país”, disse o deputado.
No requerimento, o parlamentar solicita ainda que o Itamaraty detalhe quais danos diplomáticos estão previstos e que medidas serão adotadas para tentar reverter o desgaste causado pelas declarações do presidente.
Alberto Neto finalizou sua fala comparando as posturas de Lula e Trump. “Enquanto o presidente americano respeita nossa soberania ao se posicionar contra perseguições internas, Lula age com arrogância e transforma a diplomacia brasileira num palanque ideológico, colocando em risco empregos, investimentos e a estabilidade internacional do Brasil”, concluiu.