David Almeida revela que servidora presa por ligação com o CV recebe R$ 35 mil de pensão de ex-marido morto a tiros misteriosamente; veja

O assassinato do advogado e ex-deputado Armando de Oliveira Freitas, ocorrido em maio de 2018, voltou ao centro do debate público em Manaus após a prisão de sua viúva, a servidora municipal Anabela Cardoso Freitas, no âmbito de investigação que apura a atuação do Comando Vermelho (CV) no Amazonas.

A reviravolta deu novo fôlego a questionamentos que permaneciam sem respostas definitivas desde o crime, considerado à época uma execução.

Crime com características de execução

Armando Freitas tinha 79 anos quando foi morto a tiros na porta do próprio escritório, na zona oeste da capital. Segundo informações divulgadas na época, o atirador teria descido de um veículo e efetuado disparos à queima-roupa, fugindo em seguida. Nenhum pertence foi levado.

A ausência de indícios de latrocínio levou investigadores a tratarem o caso como homicídio premeditado. Apesar da repercussão, o inquérito não apresentou, publicamente, desfecho conclusivo.

Freitas possuía trajetória consolidada na advocacia criminal e passagem pela política nos anos 1980, tendo atuado na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal. A Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas chegou a oferecer recompensa por informações que ajudassem a esclarecer o caso.

Prisão da viúva e repercussão política

O cenário ganhou novo capítulo com a prisão de Anabela Cardoso Freitas, servidora da Prefeitura de Manaus e apontada como pessoa próxima ao prefeito David Almeida.

Em coletiva de imprensa, ao comentar o caso, o prefeito informou que a servidora recebe pensão mensal superior a R$ 35 mil em razão da morte do marido. A declaração gerou repercussão nas redes sociais e entre parlamentares da oposição, que passaram a cobrar esclarecimentos adicionais.

Até o momento, não há confirmação oficial de qualquer vínculo entre o assassinato ocorrido em 2018 e as investigações atuais. As apurações em curso tratam, segundo as autoridades, de suspeitas relacionadas a organização criminosa e movimentações financeiras sob análise.

A defesa da servidora afirma que irá se manifestar nos autos do processo e sustenta que a investigada colaborará com as autoridades. A Prefeitura de Manaus, por sua vez, declarou que respeita o devido processo legal.

O caso segue sob investigação, enquanto o assassinato de Armando Freitas permanece formalmente sem solução definitiva divulgada.

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