POLÍTICA – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) denunciou, nesta semana, a exclusão do Amazonas da primeira etapa de distribuição do exame de DNA-HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O exame, que substituirá progressivamente o papanicolau no rastreamento do câncer de colo de útero, já está sendo implementado em outros estados, mas não chegou às mulheres amazonenses.
Em ofício enviado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o parlamentar afirmou que a medida representa “uma discriminação odiosa, absurda e injustificável” contra a região Norte, em especial contra o Amazonas.
O senador ressaltou que o Amazonas registra, em média, uma morte a cada dois dias por câncer de colo de útero, índice agravado pelas grandes distâncias e pelas dificuldades de acesso das mulheres ao tratamento nos grandes centros de saúde.
Mais uma vez, das mil que falarei aqui, denuncio essa discriminação. Se bato na mesma tecla, paciência. Quem sabe um dia essa tecla do piano vire música, declarou Plínio na tribuna do Senado.
O parlamentar também criticou o que considera sucessivas ações de exclusão da região, citando o veto à recuperação da BR-319.
Não adianta querer nos tornar invisíveis. O Amazonas não é, e não será invisível sob qualquer aspecto. Manaus, com 2,2 milhões de habitantes, é a única capital do planeta que não é ligada a outra capital por via terrestre. Nos negam esse direito, nos negam um preceito fundamental da Constituição protestou.
Plínio também destacou iniciativas próprias voltadas à saúde das mulheres, como o projeto de lei que obriga o SUS a oferecer exames de prevenção do câncer de mama a partir dos 40 anos, atualmente realizados apenas a partir dos 50 anos.
Segundo o senador, o governo “trata a prevenção como despesa” e prefere cortar gastos na saúde para destinar recursos a outras áreas.
Nós aqui no Senado aprovamos que serão rastreadas as mulheres a partir dos 40 anos e, com isso, iremos salvar milhares de vidas. Mas o governo acha que proteger mulheres rastreando câncer de mama é despesa. Isso é um absurdo, beira o crime acusou.
Plínio lembrou ainda que destinou recursos de suas emendas parlamentares para a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), viabilizando a criação do Cepcolu, unidade especializada na prevenção do câncer de colo do útero.
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