POLÊMICA NO GOSPEL: A música “Auê (A Fé Ganhou)”, de Marco Telles & Coletivo Candiero, está no centro de um debate intenso nas redes sociais após um vídeo do pregador Lucas Figueira viralizar. Apresentando-se como ex-praticante espiritual, ele afirma que identificou na canção elementos que, segundo sua interpretação, lembrariam “pontos” e homenagens espirituais — o que gerou forte reação entre parte do público evangélico.
No vídeo, Lucas declara que decidiu comentar a música após ouvir versos que, na visão dele, fazem referência simbólica a figuras como Zé Pelintra, Maria Padilha e Pomba Gira. Ele cita trechos como “Agora que o Zé entrou…” e “Agora que a fé ganhou e a Maria sambou…”, dizendo que a linguagem usada pode remeter a práticas espirituais que ele conheceu no passado.
Ainda segundo Lucas, expressões presentes na letra e o estilo rítmico da canção lembrariam estruturas que ele associa a cânticos e rituais, o que levantou discussões entre fiéis sobre os limites entre cultura popular e louvor cristão. As declarações rapidamente se espalharam e dividiram opiniões: enquanto alguns apoiam o alerta feito por ele, outros defendem que a música apenas valoriza a identidade cultural brasileira dentro da fé.
Nas redes sociais, pastores e seguidores passaram a debater se a música ultrapassa ou não fronteiras dentro do cenário gospel. Já os artistas e apoiadores negam qualquer ligação religiosa com entidades espirituais e afirmam que tudo não passa de interpretações pessoais, reforçando que a proposta da canção é transmitir alegria, inclusão e fé cristã por meio da cultura nacional.
Diante da repercussão, muitos internautas passaram a analisar a letra por conta própria. Abaixo, confira os versos para tirar suas próprias conclusões:
Letra enviada por leitores:
Pode entrar, eu ouvi
Alagou o olhar
Quando o lustre tá no chão
Onde os meus estão?
Com a folha, eu aprendi como se deve cair
E agora, com as mãos estendidas
Você quer me levantar, diz que aqui é meu lugar
Com minhas roupas, minhas falhas, minhas brigas
Com a folha, eu aprendi como se deve cair
E agora, com as mãos estendidas
Você quer me levantar, diz que aqui é meu lugar
Com minhas roupas, minhas falhas, minhas birras
Auê (auê-auê, auê-ah, auê-auê)
(Auê-ah, auê-auê, auê-ah, auê-auê)
Com a folha, eu aprendi como se deve cair
E agora, com as mãos estendidas
Você quer me levantar e diz que aqui é meu lugar
Com minhas roupas, minhas falhas, minhas birras
Agora que o Zé entrou e todo mundo viu
E todo mundo olhou, e todo mundo riu
Ninguém se acostumou, mas o céu se abriu
Agora que a fé ganhou e a Maria sambou
Sua saia balançou, alguém se incomodou
Com a cor que ela mostrou, mas o céu coloriu
Agora que o Zé entrou e todo mundo viu
E todo mundo olhou, e todo mundo riu
Ninguém se acostumou, mas o céu se abriu
Agora que a fé ganhou e a Maria sambou
Sua saia balançou, alguém se incomodou
Com a cor que ela mostrou, mas o céu coloriu (mas o céu coloriu)
Auê, dança na ciranda da fé
Que te abriu (que te abriu) as portas
Auê, solta tua criança até
Explodir em glória
Auê, dança na ciranda da fé
Que te abriu as portas
Auê, solta tua criança até
Explodir em glória
Com a folha, eu aprendi como se deve cair
E agora (e agora), e agora (e agora)
Auê, dança na ciranda da fé
Que te abriu as portas
Auê, solta tua criança até
Explodir em glória
Auê (emolêbamemoê-ê-ê)
Dança na ciranda da fé (emolêbamemoê-ê-ê)
Que te abriu, abriu as portas (abriu as portas)
Auê, solta tua criança até
Explodir em (explodir) glória (emalêbamemoê-ê-ê)