MANAUS – O que seria a realização do sonho de aumentar a família terminou em uma tragédia. A morte de Amanda Rafaela da Silva Ireno, de 37 anos, e das filhas gêmeas, Lívia e Laura, após um período de internação no Hospital e Maternidade Hapvida Rio Amazonas, em Manaus, levou o marido da gestante, Alessandro Oliveira, a denunciar o que classifica como suposta negligência médica durante o atendimento prestado à esposa.
Segundo Alessandro, Amanda começou a apresentar um sangramento na noite de 18 de maio e foi levada à unidade hospitalar. Após avaliação médica, recebeu o diagnóstico de “aborto inevitável”. Conforme o relato da família, a equipe informou que não havia mais possibilidade de salvar a gestação e a paciente permaneceu internada para acompanhamento.
Durante os dias seguintes, Alessandro afirma que buscou orientações de outros profissionais de saúde e foi informado de que Amanda deveria ter recebido medidas para reduzir o risco de infecção e outros procedimentos considerados importantes em casos semelhantes. Convencido de que a esposa não recebia a assistência adequada, ele ingressou com uma ação na Justiça para solicitar providências urgentes durante a internação.
Dez dias depois, Amanda apresentou uma piora significativa, com queda de pressão arterial, fraqueza intensa e dificuldade para respirar. Segundo o marido, somente nesse momento foi identificado um quadro grave de infecção. Ela foi submetida a uma cesariana de emergência para a retirada das gêmeas, que nasceram sem vida. Durante o procedimento, Amanda sofreu uma parada cardíaca, foi reanimada e encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Alessandro afirma que, em nenhum momento, a família foi informada sobre a gravidade do estado de saúde da esposa ou sobre o risco iminente de morte. No dia seguinte, enquanto tentava obter autorização para que uma médica particular pudesse avaliar Amanda, recebeu a notícia de que ela havia sofrido uma nova parada cardíaca e não resistiu.

Agora, reunindo vídeos gravados pela própria Amanda durante a internação, além de exames, documentos e decisões judiciais obtidas ao longo do período em que ela permaneceu hospitalizada, Alessandro busca esclarecer as circunstâncias da morte da esposa e das filhas. Ele pede que o caso seja investigado e que eventuais responsabilidades sejam apuradas pelas autoridades competentes.
A reportagem deixa espaço para manifestação do Hospital e Maternidade Hapvida Rio Amazonas sobre as denúncias apresentadas pela família. Até o momento, não há conclusão oficial sobre as causas da morte nem sobre as alegações de suposta negligência médica, que deverão ser apuradas pelos órgãos competentes.