Homem é preso por matar e comer cães e gatos de rua; partes estavam na geladeira

29 de agosto de 2025 às 13:24 - Horário de Manaus

Por VizinhoTV Para o Vizinho TV

BARRA VELHA (SC) – Um crime chocante envolvendo maus-tratos a animais resultou na prisão em flagrante de um homem de 29 anos, na tarde desta terça-feira (27), no bairro Vila Nova, em Barra Velha, no litoral norte de Santa Catarina. A ação foi resultado de uma denúncia anônima que levou a uma operação conjunta entre a Polícia Militar e a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema).

De acordo com as autoridades, o suspeito confessou que capturava cães e gatos em situação de abandono, sacrificava os animais e consumia a carne. Durante o depoimento, a própria mãe do acusado confirmou as informações, revelando que partes dos animais abatidos eram armazenadas na geladeira da residência da família.

No local, os policiais encontraram diversos indícios que reforçam a veracidade das denúncias. Entre os materiais apreendidos estavam instrumentos utilizados para o abate, utensílios com vestígios de sangue e marcas claras de manipulação de carne animal.

Apesar de ter admitido a prática, o homem ofereceu resistência no momento da abordagem e precisou ser algemado. Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de Itajaí, onde foi autuado com base na Lei de Crimes Ambientais, por maus-tratos a animais — um crime considerado inafiançável.

Segundo o delegado Willer Pereira de Lima, responsável pelo caso, o suspeito permanecerá detido no sistema prisional de Barra Velha até a realização da audiência de custódia, prevista para ocorrer dentro de 24 horas. As investigações agora buscam identificar há quanto tempo o crime vinha sendo cometido e se há outros envolvidos ou vítimas.

O caso gerou revolta entre moradores da região e ativistas da causa animal, que cobram punição exemplar e o fortalecimento da fiscalização para coibir crimes semelhantes.

A Fundema também abriu um procedimento administrativo paralelo para apurar possíveis infrações ambientais e sanitárias cometidas no local. A entidade deverá emitir um laudo técnico com os impactos ambientais e de saúde pública decorrentes da conduta do suspeito.