Em uma reviravolta chocante, a Polícia Civil de Manaus prendeu quatro pessoas suspeitas de envolvimento na morte do professor de jiu-jitsu James Nascimento Mota, de 49 anos. O crime, ocorrido no dia 8 de março deste ano, chocou a comunidade local. A operação, batizada de Iscariotes, culminou nas prisões de Antônio Ricardo Gomes de Sá, Carlos Inácio Ferreira de Souza, Fabrício dos Gonçalves e Kauã Iago Santos das Neves.

James Nascimento Mota foi assassinado por volta das 6h, na rua 5 de Setembro, bairro São Raimundo, zona Oeste de Manaus. A investigação revelou que um dos suspeitos, sócio de James, havia consolado a viúva, Laís Cavalcante, durante o velório da vítima.
Laís afirmou que o sócio, responsável por duas lojas de ouro na cidade e que devia cerca de R$ 300 mil a James, a consolou no momento de dor. “Ele me consolou, ele foi lá me consolar, foi falar comigo. Eu falei pra ele: ‘tiraram o James da gente e eu não sei quem foi que matou ele’. A única coisa que ele me falou foi: ‘Dona Laís, não é o momento, mas nós precisamos conversar’”, relatou.

Apesar das desconfianças iniciais, Laís revelou sua surpresa ao saber do envolvimento de um dos alunos da academia de James. “Sempre desconfiei, a gente sempre desconfiou dele, mas a minha grande surpresa foi o aluno dele. O James ajudou ele, tinha ele como um amigo, ajudava no que estivesse ao alcance.”

Laís expressou sua gratidão pela ação da polícia, embora saiba que isso não trará seu marido de volta. “Trazer ele de volta não vai trazer, infelizmente, mas tem um pouquinho de conforto saber que o nome dele vai ficar limpo, que ele foi assassinado daquela maneira e que ele não era um bandido.”
James Nascimento Mota era conhecido como um trabalhador dedicado. “James era um cara trabalhador, fazia transporte por aplicativo, abria mão dos finais de semana pra sair 4h da manhã pra trabalhar, pra conquistar tudo que queria ter. Era amigo, todo mundo gostava dele”, desabafou Laís.