“O coração dele estava queimando”: técnica de emfermagem acusa médica de demora e omissão no atendimento de Benício no Hospital Santa Júlia

Manaus (AM) – A técnica de enfermagem Raíssa, que participou do atendimento ao menino Benício Xavier, de 6 anos, no Hospital Santa Júlia, prestou depoimento na manhã desta sexta-feira (28) no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Zona Centro-Sul de Manaus. O caso investiga as circunstâncias que levaram à morte da criança, ocorrida no último sábado (22), após receber uma dose de adrenalina durante um procedimento médico.

Raíssa chegou à delegacia antes da médica responsável pela prescrição da medicação e falou rapidamente com a imprensa antes de entrar para prestar esclarecimentos. Bastante abalada, ela relatou detalhes dos primeiros minutos do atendimento.

Segundo a técnica, ela havia retornado do intervalo quando foi informada que Benício aguardava atendimento na pediatria. Ao chegar ao setor, a criança já apresentava sinais de mal-estar.

“Quando eu cheguei, ele já estava para ser atendido. A médica perguntou o que estava acontecendo e eu informei que a criança estava tendo uma reação à adrenalina. Ela disse ‘tá bom’, e voltei para a pediatria. Quando eu chamei ele, ele começou a ficar pálido, a boca perdeu a cor e ele disse que o coração estava queimando. Eu corri e chamei a médica e a equipe de enfermagem para auxiliar”, relatou.

Ainda segundo Raíssa, a médica teria pedido para “esperar um pouco” antes de intervir, enquanto o quadro de Benício piorava rapidamente.

“Ele já estava com muita dificuldade para respirar. Colocamos um cateter nasal e chamamos a médica novamente. Quando ela chegou, ficou procurando culpados e chegou a indagar a mãe. A médica disse que não tinha autorizado fazer, mas nós, profissionais de enfermagem, não podemos fazer nada além do que está prescrito. Ainda que ela tivesse pedido na hora, eu não posso administrar sem estar escrito”, afirmou.

Raíssa também declarou que a criança já estava em estado extremo quando a equipe tentou reverter o quadro.

A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e deve solicitar documentos internos do hospital, como prontuários, prescrições e escala de plantão. A família pede justiça e afirma que houve negligência no atendimento.

O Hospital Santa Júlia ainda não se manifestou publicamente sobre o depoimento da técnica de enfermagem. O caso segue sob investigação.

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