AMAZONAS – O homem identificado como Wanderlan Lira de Souza, de 26 anos, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil do Amazonas após ter a imagem divulgada como procurado por um grave crime cometido contra a própria enteada, uma menina de apenas 8 anos. O caso causou forte comoção e segue sendo investigado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
De acordo com as investigações, Wanderlan mantinha um relacionamento com a mãe da criança havia aproximadamente dois anos e convivia com a família. No dia do crime, a mulher saiu para trabalhar e deixou as duas filhas, de 8 e 6 anos, sob os cuidados do companheiro, acreditando que elas estariam em segurança.

Ao retornar para casa, a mãe percebeu que a filha mais velha estava visivelmente abalada e apresentava comportamento incomum. Pouco depois, Wanderlan informou que iria participar de um aniversário no município de Iranduba e deixou a residência. Desde então, ele não havia sido localizado até decidir se apresentar às autoridades.
Após a saída do suspeito, a menina revelou à mãe o que havia acontecido. A criança foi imediatamente encaminhada a uma unidade hospitalar, onde exames médicos confirmaram a violência. Em razão da gravidade das lesões, ela permanece internada e deverá passar por um procedimento cirúrgico. Segundo informações da Polícia Civil, existe o risco de que a menina perca o útero em decorrência dos ferimentos.
As investigações também apontam que Wanderlan já possuía antecedentes por agressões praticadas contra menores de idade, circunstância que reforça a gravidade do caso e será considerada durante o andamento do processo criminal.
Depois da divulgação da fotografia e do pedido de colaboração da população para localizar o suspeito, Wanderlan decidiu comparecer à Polícia Civil. Ele ficará à disposição da Justiça enquanto a Depca dá continuidade às investigações, reunindo depoimentos, laudos periciais e demais provas para esclarecer completamente o caso e responsabilizar o autor pelos crimes.
A Polícia Civil reforça que denúncias envolvendo violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de segurança pública. Casos dessa natureza são tratados com prioridade pelas autoridades devido à extrema vulnerabilidade das vítimas.