Veja vídeo: Homem de 42 anos suspeito de contaminar o sorvete de uma colega de trabalho com sêmen dentro da empresa

19 de novembro de 2025 às 22:24 - Horário de Manaus

Por Redacao VizinhoTV Para o Vizinho TV

Araucária (PR) O que já era repugnante virou barril de pólvora. A prisão, na última segunda-feira (17), de um homem de 42 anos flagrado ejaculando dentro do sorvete de uma colega de trabalho em Araucária reacendeu o debate mais ácido sobre violência sexual, reincidência e a suposta “brandura” da Justiça brasileira.
Nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, o vídeo das câmeras de segurança (que vazou ilegalmente horas após a prisão) rodou o Brasil inteiro. A revolta é geral: “Isso não é só importunação sexual, é tentativa de envenenamento biológico”, escreveu uma influenciadora com mais de 2 milhões de seguidores. “Se fosse mercúrio no lugar do sêmen, já estariam pedindo pena de morte”, completou outra.
O detalhe que jogou gasolina na fogueira: o suspeito já havia sido preso em 2023 por ejacular em uma adolescente de 14 anos dentro de um supermercado em Curitiba. Na época, pegou apenas quatro meses de prisão e saiu com acordo de não persecução penal: pagou cesta básica e prestou serviços à comunidade. Para muitos internautas, a sensação de impunidade é gritante.“Esse cara teve uma segunda chance e usou para repetir o mesmo crime, só que pior. Acordo de não persecução para criminoso sexual reincidente é piada?”, questionou a deputada federal Carol Dartora (PT-PR) em postagem que já passa de 180 mil curtidas.
Enquanto isso, movimentos feministas organizam para esta sexta-feira (21) um ato em frente à empresa onde o crime aconteceu, com o lema “Sorvete com sêmen não é brincadeira, é estupro”. A hashtag #SorveteComSemenJáÉEstupro chegou aos trending topics do X no Brasil.Dentro da própria Polícia Civil, o clima é de indignação. Fontes da Delegacia da Mulher de Araucária revelaram à imprensa que a vítima já havia relatado “comportamentos estranhos” do colega em meses anteriores, mas a empresa nunca tomou providências efetivas. “Se tivesse um protocolo sério de assédio, isso talvez não tivesse acontecido”, desabafou uma investigadora que preferiu não se identificar.
O suspeito permanece preso preventivamente. O Ministério Público do Paraná já sinalizou que vai pedir a revogação do benefício anterior e a conversão da prisão em flagrante para preventiva por tempo indeterminado. A defesa, por sua vez, alega que o acusado “sofre de transtorno parafílico” e precisa de tratamento, não de cadeia.