Após aprovação da Reforma da Previdência Municipal em segunda votação na Câmara, a pré-candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), fez duras críticas à gestão do prefeito David Almeida (Avante) e questionou a falta de diálogo com a categoria dos professores, que segue em greve.
A proposta passou no Legislativo nesta terça-feira (18) após forte articulação da base aliada do prefeito, enquanto do lado de fora servidores da educação preparavam uma nova manifestação em frente à sede da Prefeitura. Em suas redes sociais, Maria do Carmo afirmou que a aprovação ocorreu de forma “unilateral” e sem debate público.
“Professores em greve. Alunos sem aula. E uma gestão desastrosa que só prejudica a população”, escreveu a pré-candidata. Segundo ela, a paralisação não afeta apenas os profissionais da educação, mas também crianças e famílias que dependem da rotina escolar. “É principalmente por eles, mas também pelas crianças que já não têm um ensino de qualidade e estão fora da escola. É pelos pais e mães que não têm com quem deixar os filhos para trabalhar.”
Maria do Carmo também contestou a justificativa econômica apresentada pelo Executivo para aprovar a reforma. A pré-candidata cobrou explicações sobre o alegado déficit na Previdência municipal, apontando possíveis contradições na gestão dos recursos públicos.
“Como a Previdência está em déficit se sobra dinheiro para viagens ao Caribe, contratos superfaturados com empresas ligadas a amigos e familiares e outros escândalos que agora serão investigados em sete processos liberados pela Justiça?”, questionou.
Em tom de confronto direto, ela desafiou o prefeito a se posicionar. “Responde aqui, prefeito. Mas responda sem precisar colocar um ponto no ouvido para saber o que deve ser dito ou não publicamente. O povo quer e merece explicações.”
Maria concluiu afirmando que o silêncio tem sido a postura recorrente da gestão. “Ou será que vai fingir que nada acontece e, na campanha, vem com a cara mais lambida renovar as promessas que nunca cumpre? A gente já sabe qual vai ser a resposta, a mesma dada aos professores e ao clamor da população: o silêncio.”
Até o momento, a Prefeitura de Manaus não se manifestou sobre as declarações da pré-candidata.