Vídeo: Defesa de Iolanda questiona silêncio da PM-AM sobre os outros agentes envolvidos na tortura

18 de novembro de 2025 às 22:30 - Horário de Manaus

Por Redacao VizinhoTV Para o Vizinho TV

Manaus (AM) – O advogado Alexandre Torres Jr., representante da cirurgiã-dentista Iolanda Martins, cobrou nesta segunda-feira (17) que a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) esclareça o destino dos demais policiais que aparecem nos vídeos das agressões ocorridas em 4 de junho. A cobrança ocorre após a corporação divulgar nota mencionando apenas o coronel Marcos Vinicius Poinho Encarnação, investigado por violência doméstica.

Vídeos de câmeras de segurança obtidos mostram o coronel agredindo a ex-esposa com socos e chutes até que ela desmaie em um posto de combustíveis no Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul. As imagens também registram a atuação de três policiais militares, que aparecem imobilizando e asfixiando Iolanda após a chegada ao local.

“Os vídeos comprovam a participação ativa de outros policiais nas agressões. A nota da PM fala apenas do coronel”, afirmou o advogado durante coletiva transmitida ao vivo. Segundo ele, os agentes teriam clonado o celular da vítima e feito ameaças. Alexandre Torres Jr. disse ainda que todas as provas foram entregues à DECCM e à DJD, mas criticou a falta de transparência da PM-AM.

O coronel foi afastado imediatamente, teve a arma recolhida e responde a inquéritos nas esferas civil e militar. A denúncia no âmbito criminal foi aceita em setembro, e o processo segue em sigilo.

Em nota divulgada após a coletiva, a PM-AM reafirmou que o coronel responde a um Inquérito Policial Militar desde junho e disse repudiar qualquer forma de violência, mas não mencionou os outros policiais gravados nas imagens. O advogado classificou o silêncio como “manobra para desviar o foco” e afirmou que pode acionar o Ministério Público do Amazonas para garantir a responsabilização dos agentes.

O caso reacende o debate sobre violência institucional e mecanismos de controle interno na Segurança Pública do Amazonas. Até o momento, a PM-AM não se pronunciou sobre os demais policiais envolvidos.