Você já ouviu falar do avião que ficava “estacionado” na Praça da Saudade, em Manaus

Que Manaus (AM) é cheia de histórias – algumas até inusitadas – já é natural, mas o que poucos lembram é do avião que estava “estacionado” na Praça da Saudade, no Centro da capital amazonense.


A aeronave marcou a geração que morava na cidade entre as décadas de 70 e 80. Relembre a história do avião DC-3, que vivia pousado em uma das praças mais movimentada do Centro de Manaus.

Marcando uma geração com a novidade que aterrissar em solo amazonense, o avião foi doado no dia 24 de dezembro de 1977. Uma aeronave modelo DC-3, concedida por uma das primeiras companhias aéreas do Brasil, a Varig/Cruzeiro ou também conhecida como Viação Aérea Rio-Grandense.

O avião DC-3 foi adquirido durante a administração do Prefeito Jorge Teixeira de Oliveira e, na época, o avião foi colocado em um dos pontos de maior circulação de pessoas na região central de Manaus. Próximo a ele existia uma placa em homenagem a Manaus destacando a aeronave como uma forma de “lembrar o sentido mais alto das realizações que não só a Cruzeiro mas também as suas co-irmãs Varig e Tropical de Hotéis, igualmente vindas do sul longínquo, fizeram na Amazônia”. A inauguração ocorreu em 24 de dezembro de 1977.

Conforme dados do Jornal do Commercio de 1977, o objetivo era tornar o avião uma atração turística, inspirada no mesmo modelo exposto desde 1970 no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Assim, diversas pessoas iam até a Praça para conhecer e fotografar o avião, inclusive por dentro.

No entanto, com o crescimento populacional desordenado, nas décadas de 1970 e 1980, surgiram problemas com o crescimento da violência e criminalidade e o até então curioso ponto turístico passou a ser vandalizado e danificado. Poltronas e outras peças sofreram os “ataques”, o que acabou acarretando no encerramento da recepção dos visitantes no interior do avião.

Em 1984, a empresa Varig/Cruzeiro, em acordo com a Prefeitura de Manaus, decidiu retirar o item da Praça, devido aos altos custos com a manutenção e restauração. A aeronave foi vendida para a empresa Rio Táxi Aéreo, que aproveitou somente o trem de aterrissagem e as rodas, e por fim foi retirada da praça por homens contratados por oficinas de ferro velho.

*Com informações do acervo do Jornal do Commercio/AM

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