Manaus – A Polícia Civil do Amazonas prendeu, poucas horas após o crime, o principal suspeito de matar o comerciante e sargento da reserva do Exército, Aldemir Gonçalves, de 55 anos. O corpo da vítima foi encontrado na tarde desta terça-feira (10), dentro de uma residência localizada no ramal Bancrevea, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Aldemir apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na região da cabeça.
Segundo as investigações iniciais, o crime é tratado como latrocínio — roubo seguido de morte. De acordo com a polícia, o suspeito teria utilizado a própria arma da vítima para efetuar o disparo e fugido logo após a ação, sendo localizado e preso ainda no mesmo dia. Durante a abordagem policial, testemunhas relataram que o homem demonstrava frieza e chegou a sorrir no momento em que foi detido. A identidade dele não foi divulgada oficialmente até o momento.
Natural do município de Presidente Figueiredo, a 117 quilômetros de Manaus, Aldemir estava na capital por motivos profissionais. Ele trabalhava com o fornecimento de frutas e verduras para redes de supermercados e utilizava o imóvel no Tarumã apenas como ponto de apoio durante as viagens a trabalho. Foi justamente nesse local que o crime ocorreu.
Familiares informaram à polícia que o suspeito trabalhava como ajudante informal do comerciante e havia sido contratado recentemente para auxiliar no carregamento do caminhão utilizado nas entregas. Parentes destacam que o militar da reserva tinha o hábito de ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade e que teria acolhido o suspeito após saber que ele estava desempregado.
O irmão da vítima, Isaias Gonçalves, relatou que o suspeito teria aproveitado o momento em que Aldemir descansava após o trabalho para cometer o crime. “Ele viu meu irmão recebendo o dinheiro das entregas, esperou ele dormir e atacou. Houve luta corporal e ele atirou com a própria arma do Aldemir. Só queremos justiça”, afirmou.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime, incluindo a motivação e a participação de possíveis outras pessoas. O suspeito deve passar por audiência de custódia e permanecer à disposição da Justiça.