Manaus – Uma mãe, exausta e desesperada, decidiu tornar pública a dor que vive diariamente dentro do Hospital Pediátrico Rio Solimões Hapvida, em Manaus. Há quase três anos, ela trava uma batalha incansável pela vida do filho, uma criança que nasceu com cardiopatia congênita, passou por cirurgia no coração e, com o tempo, também desenvolveu a síndrome de West, uma condição neurológica grave que exige cuidados constantes.

Desde então, a rotina da mãe se transformou em um ciclo de sofrimento, vigilância e medo.
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Ela relata que passa todas as noites ao lado do filho na UTI, não por escolha, mas por desconfiança. Segundo o desabafo, a falta de profissionais durante a madrugada a obriga a permanecer no hospital.
“Eu não confio. Tem poucas pessoas pra cuidar de muitas crianças. Já vi situações de negligência com meu filho”, afirma.

A mãe conta que já está há três semanas sem dormir direito, vivendo em estado de exaustão física e emocional. Mesmo assim, ela resiste em sair do hospital, temendo que algo grave aconteça na ausência dela.
O que mais revolta é que, segundo ela, a equipe do hospital estaria impedindo a entrada de uma pessoa de confiança para revezar os cuidados, sem apresentar justificativa.

“Eu só preciso descansar um pouco. Mas não deixam outra pessoa entrar. Estou no limite”, desabafa.

Na tentativa de melhorar a situação, ela transferiu o filho justamente para o Hospital Pediátrico Rio Solimões Hapvida, que possui proposta de UTI humanizada, onde, em teoria, seria permitido o acompanhamento por familiares ou cuidadores. No entanto, segundo a denúncia, o problema continua.

“Disseram que aqui seria diferente, mas estou passando pela mesma coisa. É o mesmo descaso”, relata.
O caso levanta um alerta preocupante sobre condições de atendimento, sobrecarga de profissionais e possível negligência em unidades pediátricas, especialmente durante o período noturno.

Enquanto isso, uma mãe segue firme, lutando contra o cansaço, o medo e a sensação de abandono — tudo para garantir que o filho continue vivo.