A greve dos rodoviários em Manaus continua nesta sexta-feira (12/09), pelo segundo dia consecutivo, e segue causando grandes transtornos à população. Motoristas e cobradores reivindicam o pagamento imediato dos salários atrasados.
De acordo com relatos, coletivos que seguem em direção ao Centro da capital estão sendo parados nas principais avenidas, o que provoca longas filas e congestionamentos em diversos pontos da cidade. Passageiros relatam atrasos e dificuldades para chegar ao trabalho, escolas e outros compromissos.
Na noite de quinta-feira (11), o governador Wilson Lima anunciou o pagamento de R$ 19 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), destinados ao subsídio do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual.
O governador reforçou que a manutenção do transporte coletivo urbano é de responsabilidade da Prefeitura de Manaus e não do Governo do Estado. Segundo ele, a paralisação não está relacionada ao pagamento do subsídio estudantil.
“É bom deixar claro que o transporte coletivo é de responsabilidade da prefeitura e não do Governo do Estado. Nós temos um compromisso de pagar a meia passagem do aluno [da rede estadual], que custa R$ 2,50. Tentamos conversar com o Sinetram e com a Prefeitura, mas não aceitaram a proposta do Governo”, destacou Wilson Lima.
O governador explicou ainda que, desde junho, o Sinetram se recusa a receber os valores diretamente do Governo do Estado, alegando necessidade de autorização da Prefeitura de Manaus. Além disso, houve divergências em relação à forma de pagamento: enquanto o Estado reconhece a tarifa estudantil de R$ 2,50, a Prefeitura e o Sinetram defendem o valor de R$ 8,20, referente à chamada “tarifa de remuneração”.
Diante do impasse, o Governo ingressou na Justiça, que decidiu a favor do pagamento de R$ 2,50 por passagem. Em agosto, o Estado chegou a depositar os R$ 19 milhões em juízo. Porém, em 3 de setembro, a Justiça determinou que os valores fossem repassados diretamente ao Sinetram.
Wilson Lima também criticou o sindicato, alegando que a entidade apresentou número de conta bancária divergente e está com as certidões negativas desatualizadas, o que dificulta a efetivação dos pagamentos.