A Polícia Civil do Amazonas abriu um novo processo criminal contra o empresário e jornalista Alex Mendes Braga, desta vez pelos crimes de uso de documento falso e fraude processual. A investigação teve início após uma matéria do portal Radar, que revelou indícios de falsificação em um atestado médico apresentado pelo réu como justificativa para não comparecer a uma audiência judicial marcada para o dia 29 de julho de 2025, relacionada a um caso de estupro e aborto forçado.
(Documentos completos disponíveis ao final da matéria.)
A delegada Deborah da Fonseca Barreiros, responsável pelo caso, afirma que o atestado médico foi utilizado com a intenção de influenciar o andamento judicial, caracterizando fraude processual. Entre as diligências solicitadas estão:
Em resposta formal, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que o médico indicado no atestado:
O órgão ainda apontou indícios de uso indevido do carimbo e assinatura por terceiros, confirmando a suspeita de crime.
O cirurgião geral Marcelo Francisco Tiburi, ouvido na Delegacia de Polícia do Rio Grande do Sul, declarou que:
O médico também ressaltou que para emitir um atestado desse tipo seriam necessários exames médicos que não foram realizados, informações que serão anexadas ao processo.
O procedimento policial foi formalizado na última terça-feira (09), no 16° Distrito Integrado de Polícia, sob coordenação da delegada Deborah Barreiros e lavrado pela escrivã Andressa Bianca Silva de Lima. O caso teve início a partir do Boletim de Ocorrência 00248875/2025-A03, registrado após a publicação da matéria investigativa do Radar.
Segundo o processo, o atestado alegava que Alex Braga estava com Covid-19, impedindo sua participação na audiência de instrução que poderia resultar em condenação pelo crime de estupro e aborto forçado. Porém, o documento chamou atenção das autoridades porque:
A suspeita de falsificação foi reforçada pelos trabalhadores da unidade, que afirmaram não conhecer o médico citado.
O juiz do caso, Mauro Antony, negou o pedido de adiamento da audiência.
Se condenado, Alex Mendes Braga pode receber: