O coronel da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Marcos Vinícius Poinho Encarnação, voltou a ser alvo de denúncias de agressão e ofensas morais contra sua esposa, a cirurgiã-dentista Iolanda Martins. O novo episódio teria ocorrido no dia 2 de outubro, em uma loja de conveniência na Avenida Torquato Tapajós, zona Norte de Manaus.
De acordo com testemunhas e registros publicados nas redes sociais, o casal protagonizou uma discussão intensa em público, que rapidamente atraiu a atenção de clientes e funcionários do estabelecimento. Nas imagens que circulam na internet, é possível ver o coronel visivelmente alterado e sendo contido por outros policiais militares que estavam no local.
Mesmo com a presença dos PMs, a briga acabou evoluindo para agressões físicas em frente ao veículo do casal. A dentista aparece nos vídeos chorando, sentada no batente da loja, enquanto reclama que não recebeu proteção adequada dos agentes diante das agressões do marido, que continuava a gritar e a proferir ofensas morais.
Em determinado momento, o oficial chega a negar as agressões e desafiar os colegas de farda a prendê-lo.
“Eu não bati, porra. Ela tá com frescura. Quer me prender? Prende agora!”, diz o coronel nas imagens.
Ainda não há informações confirmadas sobre como o caso foi encaminhado — se o casal foi conduzido à delegacia ou deixou o local sob escolta policial. O estado de saúde da dentista também não foi divulgado até o momento.
Esta não é a primeira vez que o nome de Marcos Encarnação aparece em denúncias de violência doméstica. Em junho deste ano, Iolanda Martins usou suas redes sociais para expor ferimentos e acusar o marido de agressão, afirmando que os episódios de violência ocorrem desde 2012.
“Na noite de ontem, eu fui agredida pelo meu esposo — aquele que deveria cuidar e zelar de mim, me arruinou. Mas isso acontece desde 2012, e eu mascarava tudo pela minha família”, escreveu na ocasião.
Na época, as denúncias resultaram no afastamento do coronel de suas funções administrativas dentro da corporação. A Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da PM instaurou um inquérito interno, enquanto a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) abriu um inquérito policial para apurar os fatos.
