Manaus – O que deveria ser apenas a apresentação de um suspeito à polícia acabou se transformando em uma cena de revolta, dor e indignação na manhã desta segunda-feira (4), em frente ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na zona Norte da capital.
A mãe da adolescente de apenas 12 anos, vítima de agressão brutal, aguardava o homem do lado de fora da unidade. Ao vê-lo deixando o local tranquilamente após prestar depoimento, sem dar qualquer explicação, ela não conteve a revolta e passou a gritar por justiça, em um desabafo que ecoou entre os presentes.
O suspeito, identificado como Ademir da Silva Castro, é apontado como o responsável pelo ataque covarde ocorrido no dia 27 de abril, no bairro Cidade Nova. Ele chegou ao local acompanhado de advogado e saiu em silêncio, o que aumentou ainda mais a indignação de quem acompanhava o caso.
Imagens de câmeras de segurança mostram a violência: um carro se aproxima da adolescente e de outras jovens. Após uma discussão, o motorista retorna de marcha à ré, desce do veículo e parte para cima da menina com socos no rosto, fugindo logo em seguida. A cena chocante revoltou moradores e ganhou repercussão nas redes sociais.
Desde então, a vítima carrega marcas que vão muito além das agressões físicas. Segundo a mãe, a menina está emocionalmente abalada, com medo constante e comportamento completamente alterado. Ela evita sair de casa e já não quer mais frequentar a escola, temendo novos ataques.
“A minha filha não merecia isso. Ele é um covarde. Eu vou até o fim por justiça”, disse a mãe, visivelmente abalada, durante o protesto.
Para piorar a situação, a família afirma que o suspeito ainda teria enviado mensagens intimidatórias após o caso vir à tona, aumentando o sentimento de insegurança e revolta.
A defesa do homem alegou que houve troca de ofensas antes da agressão e que ainda não teve acesso completo ao inquérito, argumento que não diminui a gravidade das imagens já divulgadas.
A adolescente passou por exame de corpo de delito, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil do Amazonas. Enquanto isso, cresce a cobrança por uma resposta rápida e firme das autoridades diante de mais um episódio de violência contra uma criança que chocou a cidade.