Amazonas – Após a recente cobrança pública feita pelo padre da Igreja Católica de Humaitá (AM) à prefeitura municipal, um novo episódio envolvendo líderes religiosos e o poder público veio à tona. Desta vez, o pastor Eber Santos Duarte, da Igreja Assembleia de Deus, acompanhado por uma comissão de pastores, se manifestou para cobrar esclarecimentos da gestão municipal sobre a venda de um terreno destinado à construção de casas populares.
De acordo com o líder evangélico, a igreja vendeu a área ao município para viabilizar um projeto habitacional do Governo Federal, voltado a famílias de baixa renda. No entanto, segundo ele, o valor acordado na negociação ainda não teria sido pago, mesmo após o terreno já ter sido destinado à finalidade social.
“O objetivo sempre foi contribuir com a população que mais precisa. A igreja agiu de boa-fé, confiando no compromisso assumido pela prefeitura”, afirmou o pastor. Ele ressaltou que a iniciativa habitacional é de grande relevância social, mas que a situação tem gerado preocupação e insatisfação dentro da instituição religiosa devido ao descumprimento do acordo financeiro.
A comissão de pastores destacou que a cobrança não tem caráter político, mas busca apenas uma solução justa e transparente, respeitando o que foi firmado entre as partes. Segundo eles, a expectativa é que o impasse seja resolvido de forma administrativa, sem a necessidade de medidas judiciais.
Até o momento, a Prefeitura de Humaitá não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia. O espaço segue aberto para manifestação do poder público.
O caso reacende o debate sobre a relação entre instituições religiosas e o município, além da importância da transparência em projetos que envolvem recursos públicos e iniciativas voltadas à habitação popular.