Indígenas da etnia Mura pedem ajuda a Plínio Valério após Ibama aplicar multa de R$ 24 mil por plantio de mandioca

MANAUS – Lideranças indígenas da Terra Indígena Rio Urubu, no Amazonas, recorreram ao senador Plínio Valério (PSDB-AM) após uma ação do Ibama que resultou no embargo de áreas de plantio utilizadas para subsistência e na aplicação de uma multa de R$ 24 mil.

O pedido de apoio foi encaminhado pelo cacique Sérgio, do povo Mura, que relata dificuldades enfrentadas pelas famílias da comunidade após a proibição do uso tradicional da terra para cultivo de alimentos básicos.

Segundo a liderança indígena, áreas antes utilizadas para o plantio de mandioca e outros itens essenciais foram interditadas, comprometendo a segurança alimentar da população local.

“Tem terras que foram interditadas desde a primeira fiscalização. O pessoal não consegue plantar e produzir. Desse jeito, nosso povo pode passar fome. O governo não nos dá suporte e agora impede nosso trabalho”, desabafou o cacique.

O auto de infração foi assinado por um representante do Ibama e cita dispositivos legais que restringem a supressão de vegetação nativa, mesmo em práticas tradicionais como a coivara, técnica ancestral utilizada por diversos povos indígenas.

Diante da situação, o senador Plínio Valério manifestou preocupação e destacou que casos semelhantes já foram apresentados durante a CPI das ONGs, presidida por ele no Senado Federal. Na ocasião, diversas lideranças indígenas relataram dificuldades relacionadas à autonomia sobre o uso de suas próprias terras.

“É um relato preocupante. Estamos falando de comunidades que querem apenas produzir o próprio alimento e garantir a sobrevivência de suas famílias. Precisamos encontrar equilíbrio entre a preservação ambiental e o respeito aos modos de vida tradicionais”, afirmou o senador.

Plínio também reforçou seu compromisso em buscar soluções junto aos órgãos competentes, defendendo políticas públicas mais eficazes que garantam dignidade, autonomia e desenvolvimento sustentável às populações indígenas da Amazônia.

A comunidade da Aldeia São José foi notificada a apresentar defesa no prazo de 20 dias ou aderir a medidas legais para encerramento do processo administrativo. Enquanto isso, as lideranças seguem mobilizadas em busca de diálogo e apoio institucional.

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