O prefeito de Manaus, David Almeida, voltou a chamar atenção ao afirmar que a saúde da capital é “Padrão FIFA” e que o modelo adotado no município serviria de referência até para países como Itália e Alemanha. A declaração, no entanto, contrasta fortemente com a realidade enfrentada diariamente por quem depende do sistema público de saúde na cidade.
A pergunta que ecoa entre usuários do SUS é simples e direta: em qual Manaus o prefeito vive?
Enquanto o discurso oficial fala em excelência internacional, moradores que buscam atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) relatam uma situação bem diferente da propaganda institucional:
❌ Unidades alagadas, com infiltrações, goteiras e estrutura comprometida durante o período de chuvas;
❌ Falta de medicamentos básicos, obrigando pacientes a interromper tratamentos ou recorrer à compra com recursos próprios;
❌ Filas intermináveis, marcação de consultas que leva meses e escassez de médicos, principalmente em bairros periféricos;
❌ Equipamentos sucateados e profissionais sobrecarregados, trabalhando no limite.
Na prática, o que se vê é um sistema que luta para atender à demanda mínima da população, longe de qualquer padrão internacional de excelência. Para especialistas e usuários, não adianta liderar rankings ou discursos publicitários se o atendimento não chega com qualidade na ponta, onde o cidadão realmente precisa.
A saúde pública não se mede por slogans, mas por estrutura, investimento contínuo, transparência e respeito ao contribuinte. Propaganda não cura doenças. O que salva vidas é gestão eficiente, recursos bem aplicados e compromisso real com a população de Manaus.