Manaus – Moradores do Condomínio Verona Premium, localizado no bairro Lago Azul, às margens da BR-174, na zona Norte de Manaus, denunciam uma série de atropelamentos recorrentes de cães e gatos dentro das dependências do residencial. Segundo relatos, os acidentes ocorrem por conta da alta velocidade de veículos que circulam internamente, e, na maioria dos casos, os condutores fogem sem prestar qualquer tipo de socorro aos animais, que acabam agonizando até a morte.
O que mais tem revoltado os condôminos não é apenas a repetição dos casos, mas também a postura da administração do condomínio. Moradores afirmam que a gestão dificulta ou impede o acesso às imagens das câmeras de segurança, que poderiam identificar os responsáveis pelos atropelamentos. Em diversas situações, a administração alega falhas técnicas justamente nas câmeras instaladas nos locais onde os acidentes acontecem.

Ainda conforme os relatos, após os atropelamentos, uma equipe de limpeza é acionada para retirar rapidamente o corpo do animal do local, descartando-o no lixo, sem qualquer registro formal do ocorrido ou comunicação adequada aos tutores, o que levanta suspeitas de tentativa de ocultação dos fatos.
Nesta segunda-feira (12), a situação voltou a gerar revolta entre os moradores após a própria administração do condomínio divulgar um vídeo mostrando mais um animal indefeso atropelado e morto dentro do residencial. A divulgação reforçou as denúncias de que os casos continuam acontecendo sem que medidas efetivas sejam adotadas para prevenir novos atropelamentos ou responsabilizar os envolvidos.
O que mais chama a atenção e revolta os moradores é que, além da ausência de socorro por parte dos condutores, a administração do condomínio também não presta assistência aos animais feridos, mesmo quando eles permanecem agonizando por vários minutos no local. De acordo com os condôminos, não há qualquer acionamento de clínicas veterinárias, protetores independentes ou órgãos de proteção animal, o que configura, segundo eles, uma grave omissão diante do sofrimento dos animais
Um dos casos mais emblemáticos é o da cadela Ana, da raça pinscher, atropelada dentro do condomínio. Segundo o tutor, após o atropelamento, os seguranças do condomínio informaram que não conseguiram identificar o autor do crime, mesmo tendo acesso ao sistema de câmeras de segurança do residencial. O dono afirma que não teve acesso às imagens da rua nem do local exato do acidente e que a administração alegou que, justamente naquela área, a câmera não estaria funcionando no momento do ocorrido.
Ainda conforme o relato, Ana morreu lentamente nos braços do próprio tutor, enquanto ele pedia ajuda aos funcionários do condomínio e a outros moradores que passavam pelo local. Apesar do sofrimento visível do animal, nenhum tipo de socorro foi prestado, não houve acionamento de atendimento veterinário nem de órgãos de proteção animal.

Diante da negativa, o tutor registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, buscando a identificação do responsável e a apuração de possíveis irregularidades por parte da administração.
Indignados, moradores cobram providências urgentes e afirmam que a situação deixou de ser um fato isolado para se tornar recorrente. Eles pedem a atuação das autoridades competentes, como órgãos de proteção animal, Polícia Civil e Ministério Público do Amazonas, para investigar os atropelamentos e eventuais omissões da administração do condomínio.
Os moradores também alertam que a ausência de medidas de controle de velocidade, sinalização adequada e fiscalização coloca em risco não apenas os animais, mas também crianças, idosos e pedestres que circulam diariamente pelo Condomínio Verona Premium.