O jornalismo brasileiro amanheceu de luto neste sábado (17). Morreu na madrugada de hoje o jornalista Erlan Bastos, uma das vozes mais marcantes e combativas da comunicação nacional. Talentoso, destemido e apaixonado pela notícia, Erlan deixa um legado de coragem, profissionalismo e compromisso com a informação.
Natural de Manaus (AM), Erlan construiu grande parte de sua trajetória profissional fora do estado natal, mas nunca rompeu os laços com suas origens. Radicado no Piauí, ganhou destaque no jornalismo de entretenimento e bastidores, tornando-se uma referência no segmento e uma das figuras mais influentes da área.
Com carisma, postura firme e estilo direto, apresentou o programa Bora Amapá, atuou como repórter da Band e foi o idealizador dos portais Em Off e Em Off Amazonas. Os veículos se consolidaram nacionalmente pela agilidade nas informações, ousadia editorial e forte presença nos bastidores do entretenimento e da política, conquistando grande audiência e repercussão.
Mais do que um comunicador, Erlan Bastos foi um verdadeiro lutador. Ele enfrentava há anos uma dura batalha contra o câncer, diagnosticado com carcinomatose peritoneal, doença agressiva que não o afastou do trabalho nem da linha de frente do jornalismo. Mesmo em tratamento, manteve-se ativo, produzindo conteúdo, comentando os bastidores e participando do debate público com a mesma energia de sempre.
A confirmação de sua morte causou grande comoção nas redes sociais, onde jornalistas, artistas, políticos e seguidores prestaram homenagens, destacando sua coragem, autenticidade e importância para o jornalismo independente.
Erlan Bastos deixa saudade, mas também deixa história. Seu trabalho marcou uma geração, influenciou profissionais da comunicação e ajudou a fortalecer um jornalismo mais direto, crítico e conectado com o público.
Que sua memória siga viva em cada reportagem publicada, em cada bastidor revelado e em cada profissional que encontrou inspiração em sua trajetória.
Descanse em paz, Erlan Bastos. O jornalismo agradece.