Manaus – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), prendeu nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (19) um homem de 37 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra uma criança que atualmente tem 10 anos de idade. A prisão foi realizada após o cumprimento de mandado judicial e integra o trabalho contínuo da especializada no combate a crimes sexuais contra menores em Manaus.
De acordo com as investigações, os abusos teriam ocorrido quando a vítima tinha apenas 6 anos, durante um fim de semana em que a criança estava na casa do suspeito. O acesso à vítima foi possibilitado por meio de um relacionamento amoroso temporário que o investigado manteve com a mãe da criança, o que facilitou a aproximação e a confiança no convívio familiar.
O caso passou a ser investigado após a criança relatar os abusos a pessoas de confiança. Familiares notaram mudanças significativas no comportamento, como medo excessivo, isolamento e sinais de sofrimento emocional, o que levou à denúncia junto às autoridades. A vítima recebeu acompanhamento psicológico, conforme previsto em protocolos de proteção à infância.
Durante o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou que o suspeito retomou contato com a vítima recentemente, utilizando o telefone para se comunicar e, de forma criminosa, teria enviado imagens de suas partes íntimas, caracterizando também o crime de aliciamento e produção de conteúdo sexual envolvendo criança.
Com base nas provas reunidas, como depoimentos, registros telefônicos e outros elementos técnicos, a Justiça autorizou a prisão do investigado. Ele foi conduzido à Depca, passou pelos procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil reforçou que o suspeito deverá responder por estupro de vulnerável, crime considerado hediondo, com pena que pode chegar a até 20 anos de prisão, além de outras infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Civil destacou que a identidade da vítima é mantida sob rigoroso sigilo, conforme determina a legislação, e que a criança segue recebendo acompanhamento psicológico e social por meio da rede de proteção.
Mais informações sobre o caso devem ser divulgadas em coletiva de imprensa pela PC-AM. A instituição reforça que denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, além das delegacias especializadas.