MANAUS – A Justiça do Amazonas concedeu liberdade provisória a Cleildon Barroso, conhecido como “Caçula”, ex-presidente da escola de samba G.R.C.E.S. A Grande Família, após cerca de dois meses preso por suspeita de agressão e ameaças contra a ex-esposa, que atua como passista da agremiação. A decisão foi tomada após reavaliação do caso, que apontou fragilidades nas provas apresentadas até o momento.
A soltura, no entanto, foi acompanhada de medidas cautelares rigorosas. Cleildon terá que usar tornozeleira eletrônica por 180 dias, está proibido de deixar Manaus sem autorização judicial e não poderá manter qualquer tipo de contato ou se aproximar da vítima. O processo segue em andamento, e ele continuará respondendo em liberdade, sendo considerado inocente até decisão definitiva da Justiça.
A ex-companheira, por sua vez, afirmou ter ficado apreensiva ao saber da soltura. Segundo ela, o medo voltou a fazer parte da rotina, principalmente por já haver, de acordo com seu relato, episódios anteriores envolvendo descumprimento de medidas protetivas.
A mulher também afirmou ter percebido movimentações consideradas suspeitas nas proximidades de sua residência nos últimos dias, o que aumentou ainda mais o receio. Ela relatou ainda o temor de reencontrar o investigado em eventos e locais frequentados por integrantes do samba em Manaus, já que ambos têm vínculos com o mesmo meio cultural.
O caso ganhou repercussão no meio carnavalesco da capital amazonense, onde Cleildon, conhecido como “Caçula”, possui forte atuação e influência dentro da escola de samba A Grande Família. A decisão judicial, portanto, gerou reações e preocupação entre pessoas próximas à vítima.
A defesa de Cleildon Barroso informou que ele cumprirá todas as determinações impostas pela Justiça e que confia na apuração dos fatos. O caso segue sob análise do Judiciário e poderá ter novos desdobramentos nos próximos meses.