AJUDE A SALVAR EVELEM: Manauara com câncer agressivo precisa de medicamento de R$ 70 mil por dose para ter uma chance de cura

MANAUS – Aos 38 anos, a trabalhadora autônoma Evelem Albuquerque enfrenta a batalha mais difícil de sua vida. Moradora de Manaus, ela foi diagnosticada com câncer de mama HER2 positivo, um dos tipos mais agressivos da doença, caracterizado pelo crescimento acelerado das células cancerígenas e pelo alto risco de metástase.

Após esgotar todas as alternativas de tratamento disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Evelem agora depende da solidariedade da população para conseguir acesso ao medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), considerado atualmente uma das terapias mais modernas e eficazes para pacientes com câncer de mama metastático HER2 positivo.

A luta começou em 2025, quando ela recebeu o diagnóstico da doença. Entre fevereiro e julho daquele ano, passou por diversas sessões de quimioterapia. Em setembro, precisou se submeter a uma mastectomia total para retirada da mama esquerda. Depois da cirurgia, enfrentou ainda um longo período de radioterapia.

Quando a família acreditava que o tratamento havia surtido efeito, veio uma nova e dolorosa notícia. No final de dezembro de 2025, exames identificaram um novo tumor na mama direita. Pouco tempo depois, médicos constataram o surgimento de nódulos na parede torácica esquerda, além de metástase óssea e suspeitas de comprometimento da pleura pulmonar. Também foram encontrados nódulos na região do pescoço, indicando o avanço da doença.

Mesmo após iniciar um novo protocolo de quimioterapia mais agressivo no início de 2026, o câncer continuou avançando. Segundo a família, os tratamentos convencionais já não conseguem conter a multiplicação das células cancerígenas.

Diante desse cenário, os médicos indicaram o uso do Enhertu, medicamento de última geração que tem apresentado resultados promissores no controle da doença e no aumento da sobrevida de pacientes em situação semelhante. O problema, porém, é o alto custo da medicação.

O remédio não é disponibilizado pelo SUS para o caso de Evelem e precisa ser adquirido de forma particular. Cada aplicação custa cerca de R$ 70 mil em hospitais particulares de Manaus. O tratamento exige uma dose a cada 21 dias, por tempo indeterminado, tornando os custos praticamente impossíveis de serem assumidos pela família.

Enquanto busca auxílio judicial para garantir acesso ao medicamento, Evelem também iniciou uma campanha solidária nas redes sociais e entre amigos para arrecadar recursos. Familiares relatam que qualquer contribuição pode fazer a diferença nesta luta pela vida.

“Não estamos pedindo luxo, estamos pedindo uma chance de viver. Cada ajuda representa esperança para que ela continue lutando ao lado da família”, disse um familiar.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato com a família ou contribuir por meio das campanhas de arrecadação divulgadas nas redes sociais.

A história de Evelem é mais uma entre milhares de brasileiros que enfrentam não apenas a doença, mas também a difícil batalha para conseguir acesso a tratamentos de alto custo que podem representar a diferença entre a vida e a morte.

 

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