Camila Pereira da Silva, de 32 anos, foi baleada durante abordagem em Pirituba; defesa afirma que agente seguiu os procedimentos da corporação
BRASIL – Uma mulher identificada como Camila Pereira da Silva, de 32 anos, morreu após ser baleada por um policial militar na tarde de quinta-feira (15), no Parque São Domingos, na região de Pirituba, em São Paulo. O agente responsável pelo disparo foi preso em flagrante. Câmeras de segurança registraram a abordagem.
Segundo reportagem publicada pelo UOL nesta sexta-feira (16), o delegado responsável pela investigação apontou excesso doloso no uso da força. Na análise registrada no boletim de ocorrência, Camila segurava uma faca, mas mantinha os braços baixos e não fazia movimentos de ataque quando foi atingida.
A autoridade policial também questionou a ausência de outros meios de contenção antes do disparo. A avaliação é preliminar e não representa uma conclusão definitiva sobre a culpa do militar.
Versão dos policiais e da defesa
Os policiais afirmaram em depoimento que Camila caminhava em direção à equipe e não obedecia às ordens para largar a faca. O agente responsável pelo tiro declarou que tentou recuar, mas teve o deslocamento limitado por um caminhão.
A defesa sustenta que o policial cumpriu os procedimentos operacionais e disparou quando não conseguia mais se afastar. Segundo o UOL, o boletim não apresenta avaliação médica que confirme que Camila estivesse em surto.
Investigação
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o policial foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável por investigar as circunstâncias da morte. A arma utilizada foi apreendida para perícia.
Um Inquérito Policial Militar também foi instaurado, com acompanhamento da Corregedoria da PM. O local foi preservado para o trabalho das equipes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML). Em nota, a SSP afirmou que não tolera desvios de conduta.
Por Portal Vizinho TV, com informações de UOL e SBT News.