Manaus – realiza, nesta quarta-feira (14), a partir das 9h, o “Dia D” de mobilização contra a sífilis, com oferta de testagem rápida gratuita e orientações à população. A ação acontece na Unidade de Saúde da Família (USF) José Rayol dos Santos, na avenida Constantino Nery, sem número, no bairro Chapada, zona centro-sul, ao lado da Fundação Hemoam. A iniciativa integra a campanha Outubro Verde, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Além dos testes, a programação inclui distribuição de materiais informativos e atividades educativas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento. Durante o mês, a mobilização também alcança outras unidades da rede municipal, escolas, empresas e entidades sociais.
A campanha ocorre diante do aumento das notificações na capital. Segundo dados divulgados pela Semsa, Manaus mantém, em 2026, média mensal de 361 notificações de sífilis adquirida, contra 322 em 2025, uma alta de 12,1%. Entre gestantes, a média passou de 198 para 208 registros mensais.
Outro dado chama atenção: a média mensal de casos de sífilis congênita, transmitida da gestante para o bebê, subiu de 24 para 33, um crescimento de 37,5%. Os números reforçam a necessidade de ampliar a testagem e garantir tratamento durante o pré-natal.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Entre os sinais possíveis estão feridas geralmente indolores na região genital, anal ou na boca e manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. A infecção também pode permanecer sem sintomas. O desaparecimento das lesões não significa cura: sem tratamento, a doença continua no organismo e pode provocar complicações graves.
O teste rápido está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), com resultado em até 30 minutos. Mesmo sem sintomas, pessoas que tiveram relações sexuais sem preservativo ou cujas parcerias receberam diagnóstico de uma IST devem procurar atendimento para avaliação.
A doença tem cura, e o tratamento é definido por profissionais de saúde conforme o estágio da infecção, geralmente com penicilina benzatina. As parcerias sexuais também precisam ser avaliadas e tratadas quando indicado, para reduzir a transmissão e evitar reinfecção. Quem já teve sífilis pode contrair a doença novamente.
Para gestantes, o diagnóstico precoce é especialmente importante. A sífilis não tratada pode causar aborto, nascimento prematuro e morte do bebê. A realização dos exames durante o pré-natal e o início oportuno do tratamento são fundamentais para prevenir essas consequências.