Presidente Figueiredo (AM) – Uma administradora da página “Tucupi Figueiredo”, que trabalha para um assessor ligado a um vereador de Manaus, foi presa pela Polícia Civil do Amazonas após tentar extorquir o procurador do município de Presidente Figueiredo. Segundo a denúncia, a suspeita exigiu o pagamento de R$ 5 mil para não divulgar um suposto “podre” envolvendo o nome do procurador nas redes sociais, utilizando a página como instrumento de pressão e ameaça de exposição pública.
De acordo com informações repassadas pelo próprio procurador, o contato inicial ocorreu na manhã deste sábado. O dirigente da página teria informado que possuía uma matéria e materiais considerados comprometedores sobre sua pessoa e que a publicação só não seria feita mediante o pagamento do valor exigido.
“Ele entrou em contato comigo dizendo que tinha uma matéria e um material sobre a minha pessoa e que, caso eu pagasse R$ 5 mil, isso não seria divulgado. Eu não compacto com esse tipo de crime e repudio esse tipo de prática”, afirmou o procurador.
Diante da tentativa de extorsão, o procurador comunicou imediatamente o caso às autoridades policiais e, seguindo orientação da Polícia Civil, marcou um encontro com os envolvidos. No local combinado, a mulher que se apresentou para receber o dinheiro foi abordada e presa em flagrante, sendo conduzida ao distrito policial para os procedimentos legais.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque, segundo o procurador, a página “Tucupi Figueiredo” já atuou como rede social oficial da Prefeitura de Presidente Figueiredo em gestões passadas, o que levanta questionamentos sobre como o canal teria passado a ser utilizado, supostamente, para práticas criminosas.
“É importante entender como uma página que um dia foi oficial da prefeitura caiu nas mãos de criminosos. A internet não é terra sem lei. Existem normas que regulam esse ambiente e penalizam aqueles que se escondem atrás das redes sociais para cometer crimes. A sociedade não aceita mais esse tipo de prática, e nós vamos continuar denunciando”, declarou o procurador.
O delegado responsável pelo caso confirmou a prisão e ressaltou que a mulher informou, em depoimento, que teria sido enviada pelo dono da página para receber o valor exigido. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos.
A ocorrência é apurada como crime de extorsão, e novas informações devem ser divulgadas à medida que as investigações avançam.