Crimes Ambientais e R$ 30 Milhões em Propina: PF e MP investigam Secretaria de David Almeida, comandada por Sabá Reis

Manaus (AM) – A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), comandada por Sabá Reis (Avante), voltou a ser alvo de denúncias, desta vez por crime ambiental no Cemitério Nossa Senhora Aparecida, conhecido como Cemitério do Tarumã, na zona Oeste da capital. A nova denúncia foi encaminhada à 57ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, e está sob a responsabilidade do promotor Mirtil Fernandes do Vale.

De acordo com o Ministério Público, a utilização irregular do espaço e a ausência de licenciamento ambiental levaram à instauração de procedimento investigativo. Em 2024, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) multou a secretaria em R$ 200 mil pela falta de licença ambiental para funcionamento do cemitério.

Essa não é a primeira polêmica envolvendo o local. Em 2023, uma reportagem revelou o estado de abandono do cemitério, além de uma grave denúncia feita por uma visitante: uma mulher relatou ter sido abordada por um homem que se masturbava entre os túmulos, evidenciando a completa falta de segurança no local. “Nem os mortos têm paz, e nem os familiares que vêm prestar homenagens”, disse ela, afirmando que a guarita estava vazia no momento em que buscou ajuda.

Operação Dente de Marfim e Suspeitas de Corrupção

Além da denúncia ambiental, o nome de Sabá Reis também aparece nas investigações da Operação Dente de Marfim, deflagrada pela Polícia Federal em 2023, em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público Federal. O objetivo da ação foi desarticular um esquema de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção.

Segundo as investigações, Sabá Reis é apontado como beneficiário de propina ligada à empresa Mamute Conservação, Construção e Pavimentação Ltda., que mantém contratos de aproximadamente R$ 40 milhões com a Prefeitura de Manaus. Um dos focos da apuração é o uso de notas fiscais falsas e a movimentação financeira entre a empresa e um escritório de advocacia, que intermediaria os valores destinados a agentes públicos e aliados políticos.

A PF detalhou três frentes investigativas:

  1. Contratos sem licitação firmados ainda na gestão anterior à de David Almeida;
  2. Manutenção de irregularidades na atual gestão, com possíveis trocas de favores e pagamentos indevidos;
  3. Decadência da empresa envolvida e o envolvimento de servidores de órgãos de controle.

As ações incluíram mandados de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 30 milhões em bens de investigados, além da apreensão de carros de luxo, bolsas de grife, relógios caros, celulares e documentos.

As penas somadas pelos crimes investigados podem ultrapassar 30 anos de prisão, segundo a Polícia Federal.

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