Manaus – A Diretora de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Policiais Civis do Amazonas (SINPOL/AM) denunciou publicamente uma série de atos que, segundo ela, configuram assédio moral praticado pelo presidente da entidade, Jaime Lopes.
De acordo com a denunciante, as situações vêm ocorrendo há algum tempo, mas se intensificaram nas últimas semanas, culminando em novos episódios registrados nesta segunda-feira, 23 de dezembro. Ela relata que teve as chaves da sua sala, do Setor Jurídico e do próprio setor trocadas sem aviso prévio, o que a impediu de acessar o local de trabalho.
A diretora afirma que mantém documentos e objetos pessoais dentro da sala e que, mesmo após solicitar apoio a outros diretores e pedir uma cópia da chave, não obteve qualquer retorno, ficando impossibilitada de exercer suas funções. Até às 10h da manhã, segundo o relato, não havia nenhum responsável disponível para liberar o acesso.

Ainda conforme a denúncia, após participar por cerca de uma hora de uma confraternização do grupo conhecido como “Velha Guarda”, formado por policiais aposentados, evento ao qual teria inclusive convidado o presidente do sindicato, ela passou a sofrer retaliações diretas.

Entre as medidas apontadas estão:
Exclusão dos grupos da Diretoria;
Remoção de grupos institucionais da Polícia Civil e da Segurança Pública;
Alteração da senha e formatação do computador do Setor Jurídico;
Recolhimento do telefone institucional, seguido do bloqueio do chip e da desconexão do WhatsApp, deixando o setor incomunicável com os sindicalizados.
Segundo a denunciante, atualmente ela está sem acesso à sala, ao computador, aos documentos e aos canais oficiais de comunicação, o que inviabiliza completamente o funcionamento do Setor Jurídico do sindicato.
A diretora sustenta que os atos não se tratam de divergências administrativas, mas sim de assédio moral, caracterizado por isolamento funcional, cerceamento de atividades e abuso de autoridade. Ela também afirma que já presenciou episódios de descontrole emocional por parte do presidente, fatos que, segundo ela, já foram noticiados pela imprensa.
Ao tornar a denúncia pública, a dirigente afirma que decidiu se posicionar para encorajar outras mulheres a denunciarem práticas abusivas no ambiente de trabalho, destacando que o sindicato deveria ser um espaço de defesa de direitos e não de violação.
Até o momento, o presidente do SINPOL/AM, Jaime Lopes, não se manifestou oficialmente sobre as acusações. O Portal Vizinho TV ressalta que o espaço segue aberto para esclarecimentos ou manifestação da presidência do sindicato.
O caso deve ser levado aos órgãos competentes para apuração dos fatos.