O desaparecimento da menina Elisa, sequestrada em 2023 quando tinha apenas 2 anos de idade, em Anajás, no arquipélago do Marajó (PA), completa mais de dois anos sem solução. O caso voltou a ganhar repercussão nacional após a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) denunciar uma possível rede de tráfico de crianças atuando livremente na região.
Segundo Damares, a mãe da criança – hoje com apenas 19 anos – continua sendo alvo de ameaças de criminosos, que exigem dela a entrega de outra criança em troca da vida de Elisa. Há relatos de que fotos e vídeos da menina, supostamente ainda viva, foram enviados à família como forma de chantagem.
A jovem já registrou boletins de ocorrência relatando as ameaças, mas denuncia que não recebe a devida proteção policial. Damares afirma que a situação é alarmante e que há indícios da presença de organizações criminosas especializadas em tráfico humano e exploração infantil operando no Marajó.
O caso chegou à Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, onde já foi aprovada uma diligência para o município de Anajás. O objetivo é ouvir a família e acompanhar as investigações, diante da ineficiência das autoridades estaduais.
“Bandidos atuam no tráfico de pessoas naquela área. Precisamos proteger as crianças marajoaras. Não vão me parar”, declarou Damares Alves ao anunciar que ingressou com requerimentos para a federalização do caso.
Além disso, denúncias apontam que supostos envolvidos no sequestro chegaram a ser presos, mas morreram misteriosamente sem investigação aprofundada. Outros suspeitos teriam desaparecido, reforçando a suspeita de impunidade e conivência.
O desaparecimento de Elisa evidencia um cenário de grave violação de direitos humanos e a necessidade urgente de intervenção federal para proteger as famílias marajoaras do crime organizado.