MANAUS – O repórter fotográfico Jander Robson, do Portal do Holanda, denunciou ter sido intimidado por seguranças da empresa Sioux Serviço de Segurança Privada Ltda enquanto realizava a cobertura jornalística do bloco da Banda da Difusora, durante o carnaval, no último sábado (horário aproximado de 20h40).
Segundo o profissional, ele filmava uma briga que ocorria no evento, situação registrada também por outros foliões, quando passou a ser alvo da ação dos seguranças. Nas imagens, é possível ver o momento em que os agentes se aproximam e tentam impedir a gravação. Em seguida, um dos seguranças vai por trás do jornalista e desliga a câmera, interrompendo o trabalho mesmo com o repórter identificado, uniformizado e usando crachá.
O caso levanta suspeitas de cerceamento da atividade jornalística e possível abuso por parte da equipe de segurança privada, gerando questionamentos sobre os limites da atuação desses profissionais em eventos públicos.
Não é a primeira vez que a empresa aparece em denúncias semelhantes. A Sioux já foi condenada pela Justiça do Amazonas após seguranças agredirem fisicamente um casal durante o evento Sou Manaus Passo a Paço 2023. Segundo a decisão judicial, uma das vítimas tentou separar uma briga, mas acabou sendo confundida e agredida.

A sentença determinou o pagamento de R$ 5 mil para cada vítima, a título de indenização por danos morais, reconhecendo a responsabilidade da empresa pela conduta dos funcionários.

Outro episódio envolvendo a empresa ocorreu no Sambódromo de Manaus, durante um show realizado na noite de 7 de outubro de 2023. A vítima, identificada como Paulo, relatou que teve um desentendimento verbal com a esposa durante o evento.
Segundo o relato, mesmo sem agressões físicas prévias, Paulo teria sido imobilizado e agredido por seguranças, que arrastaram a vítima para a lateral do Sambódromo. Ele afirma que cerca de oito seguranças da empresa Sioux participaram da ação.
Ainda conforme o depoimento, Paulo sofreu chutes no rosto, agressões físicas e chegou a ser enforcado, com um dos seguranças pressionando o joelho em seu pescoço. As agressões só teriam cessado após um amigo da vítima, identificado como Júnior, intervir verbalmente ao presenciar a cena.
Após o ocorrido, foi registrado boletim de ocorrência em delegacia, onde a vítima relatou ter sofrido chutes, socos e enforcamento, resultando em lesões no rosto, braços e pernas.

Diante das denúncias e do histórico de ocorrências, cresce a pressão por apuração das autoridades e posicionamento da empresa responsável pela segurança. Até o momento, a Sioux Serviço de Segurança Privada não se pronunciou publicamente sobre os casos.
O espaço permanece aberto para manifestação da empresa e dos organizadores dos eventos citados.