MANAUS – Após seis anos de mistério, a Polícia Civil encontrou os restos mortais do policial militar aposentado José Moura Maciel, de 60 anos, enterrados de cabeça para baixo dentro de uma cisterna no quintal de um imóvel abandonado no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus. O caso chocante veio à tona nesta segunda-feira (18), após o próprio filho da vítima, Gabriel Maciel, de 33 anos, confessar o assassinato brutal.
Segundo a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a ossada estava enrolada em uma rede, escondida sob entulhos e em avançado estado de decomposição dentro da estrutura subterrânea. O resgate mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, que precisaram atuar cuidadosamente para retirar os restos mortais do local macabro. A suspeita é de que o corpo tenha permanecido oculto desde 2019, ano em que o PM aposentado desapareceu sem deixar pistas.
De acordo com as investigações, Gabriel, que vive em situação de rua e seria dependente químico, matou o próprio pai para roubar armas de fogo e trocá-las por drogas. A polícia informou que José Moura costumava ajudar o filho mesmo diante da situação difícil e, no dia do crime, teria ido ao encontro dele para entregar comida. O gesto de ajuda terminou em tragédia.
Durante o depoimento, Gabriel revelou detalhes perturbadores e indicou o ponto exato onde havia escondido o corpo do pai. A principal linha de investigação aponta que o policial aposentado pode ter sido morto por enforcamento, mas a causa oficial da morte ainda depende dos laudos da perícia.
O caso começou como um desaparecimento comum, mas ganhou uma reviravolta após a madrasta do suspeito localizar Gabriel e levá-lo até a delegacia neste fim de semana. Pressionado pelos investigadores, ele acabou confessando o crime e revelando onde o corpo estava enterrado.
Após passar por audiência de custódia, Gabriel Maciel teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e permanece detido à disposição da Justiça.