Imagens de câmeras de segurança mostram que os crimes são executados com estratégia e divisão de tarefas. Segundo comerciantes, integrantes da quadrilha visitam as lojas horas ou até um dia antes dos ataques, fingindo interesse em produtos enquanto analisam o funcionamento do local, quantidade de funcionários, posicionamento de câmeras e possíveis rotas de fuga.
No dia do crime, o grupo retorna dividido em equipes. Enquanto alguns distraem vendedores com perguntas e pedidos de atendimento, outros recolhem caixas fechadas de produtos e deixam o estabelecimento rapidamente sem efetuar qualquer pagamento. Em muitos casos, os trabalhadores só percebem o prejuízo minutos depois, quando fazem a conferência do estoque.
Os lojistas afirmam que a quadrilha já teria causado prejuízos em diversos pontos do Centro de Manaus e também em municípios da Região Metropolitana. Entre os locais citados pelas vítimas estão a loja Mini Brás, estabelecimentos em Manacapuru e até o conhecido “Shopping da Maquiagem”. Há denúncias de que os suspeitos utilizam veículos de apoio e contam com olheiros para monitorar a movimentação policial durante as ações.
A situação tem provocado revolta entre trabalhadores e empresários, que acusam falta de resposta das autoridades diante da sequência de crimes. Muitos comerciantes afirmam viver clima de medo constante e relatam que alguns funcionários já evitam reagir durante os ataques por receio de violência.
Outro ponto que aumenta a indignação é o fato de os suspeitos continuarem exibindo uma vida de luxo nas redes sociais, com viagens, festas e ostentação de itens caros, mesmo sendo frequentemente apontados em denúncias feitas por vítimas.
Diante da sensação de impunidade, comerciantes passaram a compartilhar vídeos dos ataques ocorridos neste mês de maio para pressionar as autoridades e cobrar uma resposta mais rígida da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública. Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões ou operações específicas relacionadas ao grupo denunciado.