A Polícia Civil indiciou um homem de 48 anos por importunação sexual contra uma adolescente de 14 anos dentro de um condomínio residencial em Sorocaba, no interior de São Paulo. O suspeito foi identificado como Eduardo Silva Prado, que se apresentou espontaneamente à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para prestar depoimento após o caso vir à tona.
O episódio aconteceu em fevereiro deste ano, dentro de um mercado de autoatendimento localizado no próprio condomínio onde o homem e a vítima moram. O caso ganhou repercussão após imagens das câmeras de segurança flagrarem toda a movimentação do suspeito dentro do estabelecimento.
Nas gravações, é possível ver que o homem simula falar ao telefone enquanto observa a adolescente dentro do mercado. Em um primeiro momento, ele se aproxima da jovem, mas ela percebe a presença dele e se afasta rapidamente.
Pouco tempo depois, o suspeito repete a mesma estratégia, fingindo novamente estar em uma ligação telefônica. Aproveitando um momento em que a adolescente estava de costas em um dos corredores do mercado, ele se aproxima por trás e encosta o corpo na vítima, em uma ação considerada pela polícia como ato de cunho sexual.
A atitude foi registrada pelas câmeras do local e as imagens causaram revolta na família da adolescente, que teve acesso ao vídeo e registrou imediatamente um Boletim de Ocorrência.
Durante o depoimento na delegacia, Eduardo Silva Prado negou ter cometido o crime. Segundo ele, o contato teria ocorrido de forma acidental, alegando que apenas “encostou sem querer” na adolescente enquanto passava pelo corredor do mercado.
Apesar da justificativa apresentada, a Polícia Civil avaliou as imagens e outros elementos do caso e decidiu pelo indiciamento do homem por importunação sexual, crime previsto no artigo 215-A do Código Penal. A pena pode chegar a até cinco anos de prisão.
Mesmo indiciado, o suspeito vai responder ao processo em liberdade, enquanto o inquérito segue em andamento.
O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha o caso, oferecendo orientação e apoio à família da adolescente. A jovem já passou por escuta especializada, procedimento utilizado para preservar a integridade psicológica da vítima em situações de violência.
Ela foi atendida por profissionais do Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci), que também presta apoio psicológico em casos sensíveis envolvendo menores. Nos próximos dias, a adolescente deverá prestar depoimento formal à polícia, etapa importante para o andamento da investigação.
Em nota, a administração do condomínio informou que está colaborando com as autoridades, disponibilizando as imagens de segurança e demais informações necessárias para o esclarecimento do caso. A gestão também afirmou que respeita os limites legais e a privacidade dos moradores envolvidos.
A Polícia Civil segue analisando as imagens das câmeras e reunindo novas provas para concluir o inquérito. O caso gerou preocupação entre moradores do condomínio e reacendeu o debate sobre segurança e proteção de menores dentro de ambientes residenciais.