MANAUS – O homem identificado como Eduardo Henrique Nobre Klem, de 54 anos, suspeito de matar o trabalhador Rafael Souza Santos, de 37 anos, apresentou-se espontaneamente na manhã desta sexta-feira (26) na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na zona leste de Manaus.
Durante o depoimento, a defesa do investigado afirmou que Eduardo não possui diagnóstico de transtornos psiquiátricos, mas é usuário de drogas. A informação foi repassada à imprensa na sede da especializada.
Segundo o delegado Fábio Silva, responsável pelo caso, o suspeito alegou que agiu por acreditar que sua vida estava em risco. Conforme o relato prestado à polícia, Eduardo afirmou que vinha sendo ameaçado por Rafael e, durante o encontro que terminou em tragédia, imaginou que seria atacado.
“Ele acreditou que seria atacado e, nesse momento, desferiu a facada contra a vítima”, explicou o delegado.
O crime ocorreu no Conjunto Tocantins, na zona norte da capital. De acordo com as investigações preliminares, Eduardo era conhecido pelos moradores como uma pessoa de comportamento difícil, que frequentemente se envolvia em desentendimentos com vizinhos e trabalhadores da região.
Após o homicídio, o suspeito fugiu e permaneceu escondido em uma área de mata nas proximidades do conjunto habitacional. Ao se apresentar na delegacia, ele estava visivelmente debilitado, sujo e com sinais de cansaço. Antes de ser interrogado, precisou se alimentar.
Ainda conforme o delegado, Eduardo demonstrou forte abalo emocional durante o depoimento. “Ele chorou bastante e afirmou estar arrependido do que aconteceu”, relatou.
Após prestar esclarecimentos, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia, onde a Justiça decidirá sobre a manutenção da prisão. Enquanto isso, a DEHS continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime, reunir novas provas e confirmar as circunstâncias que levaram ao homicídio.