MANAUS – O policial militar Alexandre da Silva Magalhães voltou ao centro de uma nova controvérsia nesta quarta-feira (15), após a divulgação de um áudio atribuído a ele nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Na gravação, a voz atribuída ao PM faz referência à suposta divisão de entorpecentes apreendidos durante uma ocorrência em Manaus.
O vazamento ocorre em meio a uma sequência de episódios que aumentaram a tensão envolvendo o nome do policial. Na terça-feira (14), um homem foi executado no Distrito Industrial, na Zona Leste da capital. Horas depois, criminosos atacaram a residência de Alexandre Magalhães, no bairro Jorge Teixeira. Paralelamente, passou a circular um suposto comunicado atribuído à facção criminosa Comando Vermelho (CV), no qual seriam decretadas as mortes de Alexandre Magalhães e do policial conhecido como Dantas Magalhães, além da promessa de recompensa por informações sobre o paradeiro dos dois.
As autoridades investigam se há ligação entre o homicídio, o ataque à residência do policial, o suposto “decreto” criminoso e o conteúdo do áudio que viralizou nas redes sociais. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autenticidade da gravação nem sobre a identidade da pessoa que aparece falando.
Em um dos trechos do áudio, a voz afirma:
“Cada um ficou com três sacos só, mano. É, nós éramos sete da Rocam (…) O resto ficou tudo do meio pra metade dentro do caminhão.”
A gravação passou a repercutir rapidamente nas redes sociais e aumentou a pressão para que o caso seja esclarecido. Caso a autenticidade do material seja confirmada, o conteúdo poderá integrar as investigações conduzidas pelos órgãos de segurança pública.
Até a publicação desta matéria, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) não haviam informado se instauraram procedimento específico para apurar o áudio. Também não houve manifestação pública da defesa do policial citado.